Presidente do MPLA garante a realização das eleições autárquicas no próximo ano


O presidente do MPLA, João Lourenço, disse hoje que, caso o seu partido vença as eleições gerais de 24 de Agosto, vai institucionalizar, no próximo ano, o poder local que tem 11 leis, das quais dez já foram aprovadas pelo Parlamento angolano.

"Foi o MPLA o partido que defendeu a institucionalização das autarquias no País. O MPLA elaborou 11 propostas de Lei, dez já foram aprovadas", disse o presidente do MPLA durante um comício na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte, no âmbito da campanha eleitoral.

Na opinião do candidato do MPLA, as eleições autárquicas podem ter lugar em alguns municípios ou em todos, mas vão mesmo ter lugar no próximo ano.

Como balanço do seu Governo a nível da província da Lunda-Norte, João Lourenço lembrou que nos últimos cinco anos foi possível atrair investidores estrangeiros que neste momento trabalham no sector de extração de diamantes.

João Lourenço considerou que o regresso da diamantífera De Beers a Angola representa para o sector mineiro nacional e para o mundo que as medidas políticas e legislativas tomadas pelo Executivo são eficazes, transparentes e atractivas para todos os interessados numa maneira sustentável e responsável em investir no País.

"Em cinco anos, sete novos grandes projectos de extração de diamantes foram feitos. As empresas neste sector têm procurado respeitar as suas responsabilidades sociais em vários domínios", referiu, salientando que o Estado, sozinho, não pode fazer tudo, tem de contar com o sector privado.

João Lourenço destacou também o lançamento da pedra para o início das obras de construção do Campus Universitário que vai albergar a sede da reitoria e as faculdades de Direito e Economia da Universidade Lueji A"Nkonde, na capital da Lunda-Norte.

Orçado em 50 milhões de dólares, o projecto é financiado pela Endiama, com o apoio da Sodiam. Trata-se de duas empresas estatais do sector diamantífero que aparecem com este apoio no quadro da responsabilidade social.

Destacou ainda que o Executivo vai garantir a autonomia de abastecimento de combustíveis na província da Lunda, com a recuperação das antigas instalações, no município de Lucapa, que terá uma estocagem de 2.500 metros cúbicos.

"Vamos quadruplicar a potência da central hidroelétrica Luacimo de oito megawatts, para 34. Isso vai acontecer em Dezembro deste ano. Estamos a construir a subestação e a linha de transporte", referiu, frisando que o Executivo está a construir 25 centrais térmicas no Dundo.

No domínio de água, adiantou ter em carteira a construção de sistemas de abastecimento de água nos municípios e afirmou que serão feitas 15 mil ligações de água domiciliárias na cidade do Dundo.

Uma das preocupações manifestadas pelo presidente do MPLA tem a ver com as estradas na província da Lunda-Norte.

"Estamos a trabalhar na estrada nacional 225, cuja execução da obra está na recta final. Na estrada nacional 180, que liga Lucapa e Saurimo, as obras também estão em curso", enumerou, acrescentando que na estrada nacional 230, que liga a Lunda-Norte ao litoral, também as obras estão em curso e serão entregues em Agosto do próximo ano.

O Presidente do MPLA referiu que face à abundância de chuvas que acontecem na zona leste do País, existem na Lunda-Norte oito ravinas de grande dimensão, das quais oito já estão a ser intervencionadas.

Anunciou também que nos cinco anos da sua governação foram admitidos 788 profissionais de saúde e este ano serão admitidos mais 237.

"A Lunda-Norte vai ter um novo hospital muito equipado com a capacidade de 200 camas, cuja obra já começou e vai dar emprego aos jovens desta província que vão construir a infra-estrutura", adiantou.

Estão autorizados a concorrer às eleições gerais de 24 de Agosto os partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e a coligação CASA-CE. Do total de 14,399 milhões de eleitores esperados nas urnas, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América. A votação no exterior terá lugar em países como a África do Sul (Pretória, Cidade do Cabo e Joanesburgo), a Namíbia (Windhoek, Oshakati e Rundu) e a República Democrática do Congo (Kinshasa, Lubumbashi e Matadi). Ainda no continente africano, poderão votar os angolanos residentes no Congo (Brazzaville, Dolisie e Ponta Negra) e na Zâmbia (Lusaka, Mongu, Solwezi).

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