Pai e filho espancados até a morte por maka de feitiçaria


Foram espancados pela população.

Um ancião de 68 anos de idade e seus dois filhos foram assassinados durante o fim-de-semana por um grupo de cidadãos, na aldeia de Catchimbimbi, comuna de Ussoque, no município do Londuimbali, província do Huambo, sob pretexto de que o progenitor estava envolvido em práticas de feitiçaria.

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação do Ministério do Interior no Huambo, superintendente- chefe Martinho Cavita, disse que tanto as vítimas como os seus algozes têm uma relação de parentesco, no entanto, o acusado de feitiçaria é o cidadão de 68 anos. Este foi o primeiro a ser agredido pelo motivo acima mencionado.

Inconformado com a agressão que o pai sofreu e que provocou a sua morte imediata, um dos filhos decidiu retaliar. Para o efeito, segundo o Martinho Cavita, convidou alguns amigos para que o fossem ajudar só que, no local, encontraram um grupo mais numeroso disposto a defender a pessoa que pretendiam agredir.

“Desta agressão, resulta a morte deste filho e de mais um que ele levou como reforço. Portanto, daí terem morrido três pessoas, mas, a princípio, o que morreu directamente por causa da acção de crença ao feiticismo é somente um”, frisou. Acrescentou de seguida que “os outros dois foi em função da reacção que derivou da morte do mais velho. De forma geral, os três morreram por crença ao feiticismo. O facto é este”.

O superintendente-chefe Martinho Cavita confirmou que em consequência desta acção, as forças da Ordem procederam a detenção de três cidadãos por estarem directamente envolvidos nesta acção.

Segundo uma nota de imprensa da Polícia Nacional no Huambo, as vítimas foram assassinadas com catanas, pedras entre outros objectos de arremesso, apresentados ao Ministério Público, como prova material do crime.

Quanto os laços familiares que existem entre os três, o oficial da Polícia explicou que “nas nossas comunidades aqui rurais, as aldeias não são erguidas por pessoas desconhecidas. Cada aldeia é uma família”.

Trata-se do primeiro caso do género ocorrido este ano na província do Huambo, onde vivem dois milhões, 519 mil e 311 habitantes, distribuídos em 11 municípios.

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