Memorial onde JES será enterrado em rápida construção
Local começou a ser construído. Obras estão em bom ritmo.

O Memorial vai ser edificado entre as ruas "Dr. António Agostinho Neto” e a "Dack Doy”, na Praia do Bispo, com um custo de mais de 25 milhões de dólares. O edifício, de concepção artística de Fineza Teta, comporta nove pisos, erguidos numa estrutura arquitectónica de 35 metros de altura. A construção vai envolver pelo menos 16 meses.

De acordo com a maquete, o monumento, que será constituído por três corpos principais, com realce para Aliança Eterna, foi concebido para eternizar o percurso histórico das vítimas e a trajectória do processo da reconciliação nacional, sendo um marco de excelência da reconciliação entre todos os angolanos, "símbolo de paz, concórdia e perdão”.

Na apresentação do projecto, as informações constantes no vídeo de projecção do Memorial, o edifício vai comportar áreas técnicas, lojas de recordação, acervo digital, uma sala de convenções e uma outra de exposições, assistidas por uma ala que, com o recurso a novas tecnologias, vai fazer uma representação cronológica dos diversos conflitos.

A parte externa do edifício, vai contar com uma árvore petrificada "Mulembeira”, com 12 metros de altura e de cor branca, simbolizando a paz , à semelhança dos espaços que são encontrados nas aldeias, onde os mais velhos transmitem aos mais novos a sua sabedoria sobre a resolução de conflitos.

O ministro da Justiça  e dos Direitos Humanos  disse que o acto de apresentação pública do Memorial representa um momento especial em memória das vítimas dos conflitos políticos. Francisco Queiroz, que coordena a Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), realçou que o país está perante "um momento de alma e memória, para no futuro termos um local com esta imponência e simbolismo, por forma a recordarmos o passado e, sobretudo, evitar os erros cometidos neste mesmo passado.

Local de harmonia  e reconciliação

O Memorial que, inicialmente, estava previsto para ser construído na encosta da Boavista, foi deslocado para as ruas "Dr. António Agostinho Neto” e a "Dack Doy”, na Praia do Bispo, por orientação do Titular do Poder Executivo. "A escolha foi muito boa, e está à altura daquilo que é a nossa responsabilidade, quanto ao respeito para com as vítimas dos conflitos políticos”, explicou Francisco Queiroz.

O Programa de Reconciliação e do Perdão, realçou, é um compromisso do Presidente João Lourenço, desde o início da sua legislatura, e começou com todos esses passos que culminaram com a entrega de certidões de óbito às famílias, das ossadas e, agora, segue o rumo para a um momento mais sublime.

Para o ministro Francisco Queiroz, o  Memorial será mais um ponto da cidade de Luanda, onde os seus habitantes vão desfrutar de um espaço de jardinagem, lazer e, sobretudo, vai ser um espaço de contemplação e recordação da memória dos que faleceram. "Vai ser, também, um ponto turístico, pela beleza do monumento, a grandiosidade e a criatividade arquitectónica, sendo, por isso, um ponto de referência da cidade”, sublinhou.

Questionado sobre manifestações perpetradas por alguns familiares que se mostraram, na altura, insatisfeitos, o ministro sossegou os ânimos, afirmando que é normal num processo como este. "As divergências acontecem cada vez com menos frequência. Todos  os projectos quando iniciam, sobretudo, desta natureza, são sempre objectos de opiniões que nem sempre são coincidentes”, referiu Francisco Queiroz.

"Tratando-se de um projecto que teve vítimas, e é natural que hajam reacções contrárias”, reiterou, tendo sublinhado que "o  propósito, desde o início, foi o de reconciliar todas as pessoas, e fazer com que não se lembrassem das coisas más do passado, para afastar sentimentos de vingança, de retaliações ou, então, impedir o apontar de dedos”. 

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos admitiu, a propósito, que é possível que haja um ou outro que discorde do processo, "é natural e tem que ser respeitado, mas nada é como antes”. Acrescentou que hoje há de facto um grande consenso à volta da iniciativa do Presidente da República, sublinhando a comunhão de ideias sobre o perdão e a reconciliação nacional entre os angolanos.

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