Fly Angola aluga três aviões para equilibrar a concorrência com a TAAG


Das oito empresas privadas com licença para operar no sector de aviação angolana em 2020, apenas a Fly Angola - Linhas Áreas continua a operar com voos domésticos regulares. As outras sete deixaram de ligar as províncias, por ser pouco rentável.

O sector da aviação, à semelhança de outros sectores, torna-se um mercado difícil para os privados quando o Estado é o maior prestador deste tipo de serviços. Das oito empresas privadas com licença para operar no sector de aviação angolana em 2020, apenas a Fly Angola- Linhas Áreas continua a operar com voos domésticos regulares, as outras sete deixaram de ligar as províncias, por ser pouco rentável, tendo partido para a estratégia de voos corporativos ou aluguer de jactos a particulares.

Para tentar equilibrar a "luta"com a companhia de bandeira, a Fly AO vai receber mais três aeronaves até Outubro deste ano, através de um acordo de leasing operacional com uma entidade financeira norte-americano, que vão se juntarão à aeronave que já opera desde 2018. A estratégia passa por aumentar a frota e os destinos, reduzir os preços dos bilhetes de passagem em 30% face ao preço actual, ao que se junta também a decisão de implantar um novo serviço de voos corporativos, na procura de diversificar as receitas e rentabilizar os meios disponíveis.

De acordo com Belarnício Muangala, director geral da Fly AO, a grande verdade do sector é que mais de metade dos clientes que viajam para as províncias são passageiros corporativos, ou seja, clientes que viajam para missões de trabalho ou negócios. Sobretudo as "empresas dos sectores estratégicos", nomeadamente petrolíferas, do sector mineiro e da construção. O facto de a TAAG entrar neste negócio com preços baixos, acentua mais ainda a dificuldade dos privados, e afasta a concorrência, explica.

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