CNE dá 48 horas à UNITA para corrigir lista de delegados no estrangeiro


A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) deu 48 horas a UNITA para reorganizar a sua lista de delegados credenciados no exterior do país, por considerar que não está de acordo com o regulamento.

Os delegados estarão "colocados para exercer o seu direito de voto em mesas do interior de Angola", afirmou o porta-voz da CNE, Lucas Quilundo, salientando que o critério para se ser delegado de lista e votante no estrangeiro é ser residente e ter feito a actualização do registo eleitoral na respectiva circunscrição.

Lucas Quilundo disse aos jornalistas, sem revelar o número de delegados do maior partido da oposição em situação irregular, que o plenário deliberou para a sua substituição por outros que estejam de acordo com a legislação e com o regulamento especificamente aprovado.

"Se um cidadão angolano é residente na África do Sul ou em Portugal, para ser delegado de lista deve ter a actualização do registo eleitoral nesse país, para além da sua residência. Se vai ser delegado de lista no Porto, ou na cidade do Cabo ou em Pretória, para além de residir, tem de ter feito a actualização", afirmou.

Esta deliberação foi tomada no final da reunião plenária extraordinária da CNE na segunda-feira à noite.

A UNITA marcou entretanto uma conferência de imprensa em que vai tratar do balanço dos primeiros 15 dias da campanha eleitoral, sendo esperado que reaja a esta deliberação da Comissão Nacional Eleitoral.

Estão autorizados a concorrer às eleições gerais de 24 de Agosto os partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e a coligação CASA-CE.Do total de 14,399 milhões de eleitores esperados nas urnas, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América.

A votação no exterior terá lugar em países como a África do Sul (Pretória, Cidade do Cabo e Joanesburgo), a Namíbia (Windhoek, Oshakati e Rundu) e a República Democrática do Congo (Kinshasa, Lubumbashi e Matadi).

Ainda no continente africano, poderão votar os angolanos residentes no Congo (Brazzaville, Dolisie e Ponta Negra) e na Zâmbia (Lusaka, Mongu, Solwezi).

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