China faz teste à covid-19 por via anal


O vírus vive mais tempo no canal anal.

A China continua a investir e a desenvolver novas técnicas para identificar casos e minimizar a propagação do novo coronavírus. Esta semana, Pequim confirmou que começou a fazer uma triagem retal a vários contactos de risco e a viajantes vindos do estrangeiro.

Depois de a China ter declarado que tinha travado a progressão do novo coronavírus no país, a 19 de março de 2020, alegando que não tinha mais nenhum caso, começou a registar novos surtos este mês. O Governo chinês está empenhado em limitar os casos de infeção e acabar, de vez, com a doença, agora com uma nova técnica de triagem.

A informação foi confirmada pelas autoridades chinesas ao canal estatal CCTV, que explicaram que foram colhidas amostras anais de residentes em bairros da capital onde tinham sido confirmados casos de Covid-19, na semana passada. 

A triagem retal "ajuda a aumentar a taxa de deteção de pessoas infetadas" porque o coronavírus permanece mais tempo no ânus do que no trato respiratório, revelou o médico Li Tongzeng, do You'an Hospital, à CCTV.

Embora não seja a técnica mais comum nem a usada preferencialmente pelas autoridades, já vários individuos foram sujeitos aos "cotonetes anais", muitos sem terem sido previamente avisados da triagem específica. Para além de milhares de pessoas no norte do país, onde surgiram mais de 1700 casos, também alunos e professores das escolas de Pequim foram testados com as habituais colheitas recolhidas no nariz e na garganta, e ainda com esta nova técnica de testagem retal, depois de ter sido identificado um caso assintomático numa instituição de ensino. 

"Os testes em massa [com o novo método] foram iniciados depois de a capital chinesa entrar em quarentena parcial em Daxing e Shunyi", começou por explicar Li Tongzeng, médico num hospital de Pequim. 

"Isto aconteceu após o sequenciamento genético revelar dois casos da variante mais transmissível do coronavírus descoberta no mês passado no Reino Unido. Desde então, a capital está em alerta máximo. Mais de 1.200 pessoas foram testadas numa escola frequentada por um aluno com um caso assintomático da estirpe britânica".

A nova técnica, contudo, não parece agradar à maioria. Principalmente a quem viaja para Pequim e é sujeito a colheitas anais.

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