Álcool é mais prejudicial nas mulheres


Segundo pesquisadores, o consumo diário de álcool faz mais mal às mulheres do que aos homens, contribuindo para doenças cardiovasculares e até cancro.

P U B L I C I D A D E

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 De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo, que faz parte das Instituições Nacionais de Saúde americanas, entre 1999 e 2017, mais de um milhão de pessoas morreram por alguma consequência de uso de bebidas.

 Nesse mesmo período, houve um crescimento de 85% de morte de mulheres por consequência de alcoolismo. Para a vice-directora do Instituto, todos os números são de proporções alarmantes. “Mais mulheres estão bebendo mais”, diz Patricia Powell ao New York Times.

“Álcool não é uma substância benigna e em muitas maneiras, pode contribuir para morte”, disse o director do Instituto, Dr George F. Koob. “O relatório é um alarme para saúde pública em relação à crescente ameaça do consumo de álcool”, alerta ele.

Pior: segundo a pesquisa, o consumo diário de álcool faz mais mal às mulheres do que aos homens, com maior risco para doenças cardiovasculares, de fígado e câncer de mama, por exemplo, mesmo com apenas uma dose de bebida.

Segundo os estudos, pessoas entre 45 e 74 anos tem a maior média de mortes relacionadas a uso de bebida, mas o maior número de consumidores está aumentando entre jovens de 25 a 34 anos.

“O aumento de mortes de mulheres envolvendo álcool é perturbador porque é uma consequência do maior consumo de bebidas por mulheres nas últimas décadas”, diz Koob.

Embora alguns relatórios dêem esperança de que os jovens não estejam consumindo tanto álcool (por terem sido impactados por campanhas alertando os riscos de saúde desde cedo), há um posicionamento problemático que colabora para o lado negativo. Quando os jovens bebem, são as meninas que tendem a consumir mais.

“Parte do processo de liberação do domínio masculino é poder agir como escolher e algumas mulheres entenderam como mensagem que é liberação poder ‘beber como homem”, disse Powell ao NYT.

A questão não é sobre igualar ou superar o consumo masculino, é que o efeito na saúde das mulheres seria mais devastador então a mudança de hábito tem consequências fatais, em alguns casos. Para contribuir para o lado sombrio da questão, o número de mortes pode ser pior porque nem todo certificado de óbito menciona a presença de álcool no organismo.

 Casos que o falecimento tenha sido por outro motivo, uma queda fatal, por exemplo. Não entra no certificado que, para cair, a pessoa estaria bêbada. ‘A queda que matou, não a bebida’.

Ainda assim, pesquisadores querem acreditar que possa surgir uma nova tendência que mude o quadro drasticamente, com a redução de consumo entre os jovens prevaleça.

“Se quiser ter uma visão optimista esse pode ser o momento da virada: os jovens podem ter mais interesse na Saúde que gerações anteriores”, aposta Powell.


Fonte: CLAUDIA

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