Médico chinês usa telemóvel para atender doentes na Huíla
Um médico asiático da Clínica Tyanyou China & Angola Hospital, localizada no sector de Camujengue, município do Lubango, província da Huíla, recorre à tradução de uma aplicação num telemóvel, de mandarim para português, para atender os pacientes.

De acordo com a reportagem do Jornal OPAÍS, constatou no local, que o único médico de clínica-geral, que é de nacionalidade chinesa, não fala nem entende a língua portuguesa. 

Nara de Fátima Neves Rebelo, representante da clínica, esclareceu que ele conta com o auxílio de uma tradutora, também de nacionalidade chinesa, para se comunicar com os pacientes.

Mas segundo apurou a equipa de reportagem, a alegada tradutora, também recorre a uma aplicação de tradução do português para o mandarim instalada no seu telemóvel.

Os pacientes desdobram-se para entender a mensagem que os especialistas lhes pretendem transmitir. No decurso da reportagem, encontramos uma paciente que está há sete dias a fazer tratamento de acupuntura. 

A nossa interlocutora, que preferiu não ser identificada, contou que se comunica com o médico por gestos. “Como o médico não fala português, ele me chama gesticulando com as mãos, coloca as agulhas e, depois, chama o enfermeiro para vir retirar”, detalhou.

As dificuldades de comunicação entre o único médico de clínica-geral e os pacientes, bem como a falta de equipamentos de segurança no laboratório, figuram entre as debilidades da Clínica Tyanyou China & Angola Hospital. A Inspecção Geral do Trabalho na Huíla reconhece-o e a Inspecção da Saúde promete investigar. 

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