Família portuguesa escraviza angolano durante 26 anos, em pleno século XXI
Uma família composta por quatro elementos (pai, mãe e dois filhos), foram esta segunda-feira, no Tribunal de Évora, condenados a pena de seis e sete anos de prisão efectiva por terem escravizado um cidadão angolano por 26 anos.
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O tribunal de Évora, atribuiu a pena de sete anos para os pais e seis anos para os filhos, por terem escravizado um cidadão angolano, cujo nome não foi revelado, por quase três décadas. 

O tribunal ainda informou que a sentença refere também que a vítima sofria de "atraso mental leve", algo que para os agressores, justificava a forma "degradante e desumana" como o tratavam. O tribunal vai ainda mais longe e considera que os arguidos, fizeram do angolano ‘’coisa’’ sua, e a um estado de sujeição total, tratando-o como um ser destituído de dignidade humana".

Por outro lado, o advogado de defesa, reiterou a possibilidade de recorrer ao recurso, alegando que o angolano desempenhava função agrícola na fazenda da família condenada. 

"O angolano desempenhava tarefas agrícolas, tinha sido acolhido pela família na sua propriedade no Sul de Portugal. A quinta nem tinha um portão, ele era livre de sair, e saía com frequência", contestou o advogado.

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