Endiama quer empenho das 260 cooperativas na exploração diamantífera
O PCA da ENDIAMA, José Manuel Ganga Júnior, disse que o objectivo é que dentro de dois anos as 260 cooperativas autorizadas em 2019, na exploração de diamantes, evoluam para o estágio de pequenas empresas.

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A ENDIAMA licenciou, em 2019, cooperativas para exercerem actividade de exploração semi-industrial, estando em curso um conjunto de medidas regulamentares e técnicas destinadas a promover a evolução destas cooperativas à escala industrial, transformando-as em pequenas e médias empresas, de acordo com o PCA da ENDIAMA.

Ganga Júnior destacou que antes da Operação Transparência, levada a cabo em 2018 pelo Ministério do Interior, existiam mais de 700 pequenos exploradores de diamantes. Depois da Operação Transparência, ao longo do ano passado, dos 700, apenas 260 reuniram os requisitos para continuarem a explorar diamantes.

Todavia, nem todas que receberam licença de exploração começaram já a produzir. “ Os produtores independentes, aqueles que com uma senha cada um ficava a cavar no seu quintal para encontrar diamante, estes acabaram, é para esquecer”, sublinhou.

As cooperativas que começaram a produzir em 2019, atingiram um total de 38 mil quilates. Entretanto, o actual quadro organizacional do sector dos diamantes obriga os pequenos produtores a vender os diamantes à SODIAM “para evitar tráfico de diamantes”, justificou Ganga Júnior, que lidera a empresa que também desempenha o papel de concessionária para a exploração de diamantes.

Quanto aos preços, muitas vezes contestados pelos vendedores, por considerarem que são impostos, Ganga Júnior explicou que está a ser equacionado um organismo que vai permitir que o processo de negociação do preço justo envolva um avaliador independente, entre vendedor e comprador, de modo a encontrar um ponto de equilíbrio, muito perto do preço praticado internacionalmente.

Fonte: J.Mercado

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