Carlos Lopes
Activista Político Defensor dos Direitos Humanos e da Democracia Participativa

Crônica

Ao percorrer a pé, durante uma hora a Av. 21 de Janeiro em Morro Bento e no período da tarde, observei neste início da semana, que a rua estava mais limpa do que o costume. Contentores vazios, trabalhadores a varrerem o lixo e um cão vadio a alimentar-se junto a uns sacos de lixo depositados indevidamente na berma do passeio. 

Enquanto isso, uma equipa de trabalhadores do saneamento público, constituída por um chinês com um bloco tomando notas e mais três chineses e um angolano com pás e picaretas, iam abrindo tampas de saneamento ou espreitavam para as fossas sem tampa, registando como as mesmas estavam cheias de lixo diverso, sem fazer qualquer remoção.

Infelizmente, constatei dezenas de jovens mulheres a prostituírem-se na zona dos Bancos e de uma Igreja conhecida.

A situação mais caricata para mim, foi ao entrar num dos Bancos, um zeloso funcionário indicar-me o balcão prioritário dos idosos. Confesso, que as minhas barbas brancas ficaram mais brancas.

Na verdade, a esperança de vida dos homens angolanos está abaixo dos cinquenta anos, mas acreditem, que aqui o kota, para além de ter espírito jovem, não se considera como um idoso com os meus 55 anos.

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