Opinião: “ABUSO SEXUAL NA INFÂNCIA”


Os predadores sexuais e pedófilos (das nossas crianças)

O número de casos de abusos sexuais e violação de menores têm estado a tomar proporções alarmantes e assustadoras em Angola, sobre tudo em Luanda e com base a preocupação, medo generalizado que instalou-se, propus-me o desafio de abordar e tecer algumas considerações sobre essa temática que julgo importante e actual, que retira das pacatas e humildes famílias angolanas o sono, a paz e a tranquilidade.

Os predadores sexuais e pedófilos estão em todos os lados, juntos de nós convivem e interagem connosco e com as nossas famílias dia pós dia, são os nossos vizinhos, amigos, professores, familiares, são indivíduos com uma atracção sexual patológica pelas crianças, que a qualquer momento podem entrar em acção, estuprando, abusando sexualmente as nossas crianças, são tão astuto que não agem imediatamente, aguardam o momento certo para agirem. 

No entanto procuram a todo custo entrarem pela porta de frente, me refiro de amigos, vizinhos e outros conquistando desse modo a simpatia, a confiança, admiração, o respeito dos pais, ao ponto de confiar-lhe aguarda da criança ao longo do dia “caso isolado”, para melhor executarem os seus planos maquiavélico, fazem-no friamente sem preocupar-se com as consequências que advir e sem preocuparem-se sobre tudo com a saúde da criança, são geralmente indivíduos com transtorno de psíquico, perversos, sem capacidade de censura, de amar o próximo em suma culmina no desvio dos padrões comportamentais.

O Gestaltista Marques afirma que a liberdade no existencialismo permite ao homem caminhar, projectar tudo o que será da sua vida sendo que o mesmo é responsável pelos seus actos. Portanto sendo o abuso sexual a menores, considerado crime tipificado no código penal no seu artigo 394 e repudiado veemente pela sociedade é de todo sensato, recomendável responsabilizarmos penalmente com uma pena máxima de 12 anos quem assim decidir prevaricar as normas, as leis que regem o país neste quesito. 

Sou portanto apologista do agravamento da pena, quanto a mim não seria de 8 a 12 anos, a lei demonstra neste particular uma certa flexibilidade ao infractor, o agravamento julgo ser uma das medidas para inibir, desestimular os infractores que insistentemente incorrem para tais práticas nefastas. 

As outras medidas passariam obviamente no combate a pobreza extrema, inclusão social, criação de emprego, criação de equipamentos e espaços sociais, reestruturação da família, um papel mais activo das organizações da sociedade civil, as igrejas no que concerne a sensibilização dos indivíduos propensos as tais práticas que culminará no resgate dos valores morais, cívicos e éticos.

Sociedade deve respeito as crianças e ao Instituto Nacional da Criança (INAC) deve fazer respeitar os direitos fundamentais das crianças até porque um dia todos nós já fomos crianças e hoje adultos, cabe-nos, compete-nos proteger e salvaguardar a sua inocência, a sua integridade física e psíquica, tendo-a como prioridade das nossas acções, dando-as amor, carinho, educação, saúde, protecção, para que esse fim seja de facto alcançado é de todo aconselhável se os pais triplicássemos cuidados e atenção para com elas, avaliassem o meio que na qual as crianças frequentam e com quem frequentam, os sinais que que vão apresentando, as alterações a nível do comportamento, etc.

As consequências que concorrem em caso de abuso sexual a menor são várias que podem manifestar-se a curto e longo prazo desde psicológica, somática e sociológica, a citar: depressão, ansiedade, transtorno alimentar, a perca de auto-estima, comportamento agressivo, enurese nocturna “xixi na cama”, problemas de aprendizagem e de socialização, deficit de atenção com hiperactividade, desprazer sexual, desvio de conduta, gravidez na adolescência, ferimentos nos lábios vaginais, infecções do âmbito das doenças sexualmente transmissíveis e em muitos casos podem levar a criança a morte e aos mais crescidos ao suicídio.

Para as vítimas e as famílias das vítimas é a todo nível aconselhável, quando ocorre tragédia dessa índole denunciarem primeiramente os infractores as autoridades competentes falo concretamente da polícia para o devido apuramento da veracidade dos factos, sendo ele próximo ou não da família, sendo ele membro ou não da família. 

Falo concretamente do pai, do padrasto, do tio, do amigo, do vizinho, do professor e outros devem ser denunciados para que desse modo respondam judicialmente pelo crime cometido e se faça a justiça que tanto aclamamos em situações semelhantes, temos que aprender a ver o homem como ser concreto com vontade e liberdades pessoais, todavia essa vontade não lhe dá o direito de estuprar, abusar sexualmente uma criança e a liberdade da mesma, sob pena de ser considerado libertinagem e crime, só para esclarecer, o homem ainda é visto como ser consciente, responsável, particularizado, singularizado no seu modo de ser e de agir, detentor do livre arbítrio, o poder de escolha, ainda assim optam em fazer o mal em detrimento do bem, devem portanto responder pelos seus actos.

Sempre que ocorrer um acontecer uma tragédia dessa natureza é de todo sensato e aconselhável que as famílias procurem imediatamente a ajuda de uma equipe multidisciplinar constituído pelos seguintes especialistas a citar: Psicólogo, médico, sociólogo no intuito desses com os conhecimentos, técnicas psicoterapêuticas e outras que ostentam ajudarem a diminuir o impacto anatómico, psicológico e sociológico causado pelo abuso sexual a criança.

Essa criança precisará obviamente de um acompanhamento especializado dos especialistas supracitados para melhor lidar com o trágico acontecimento, “vale salientar que nem sempre é possível esquecer” e para a sua ressocialização precisará de igual modo o apoio moral, emocional incondicional da família e da sociedade do modo geral, principalmente dos pais o amor, atenção, carinho e protecção.

Aproveito o ensejo para desencorajar 3 comportamentos que quanto a minha analogia, podem estimular apetência sexual antes da idade prevista, a citar:

1- Quando os pais orientam aos filhos “homens” menores para que dêem banho, as suas irmãs minoras, ora bem, não nos esqueçamos que nessa fase ou etapa as crianças despertam a curiosidade, procuram entender o mundo envolvente, o porquê das coisas, é uma fase de descoberta, portanto é de todo desaconselhável que assim os pais procedam, até porque as crianças precisam de privacidade. 

Ainda nessa senda evitem ou não permitam que pessoas próximas ou estranhas “homens” dêem banho as crianças do sexo feminino, sob pena dela inculcar na sua mente a ideia de que qualquer pessoa pode brincar órgão genital, porque o dar banho exige intimidade.

2- Aos pais desaconselho, que vivam os seus momentos de pura intimidade (relação sexual, vistam-se…) mediante a presença das crianças, pois elas aprendem observando, imitando os seus modelos.

3- Aos pais sobre tudo as mães outra vez desaconselho, que vistam as crianças de forma indecentes como se de uma mais velha se tratasse com objectivo de seduzir alguém, até porque os pedófilos sentem-se atraídos pelas partes íntimas de uma criança e por constituir uma etapa de formação de identidade, de personalidade em que tudo que lhe for transmitido poderá ou não ser útil para a sua vida adulta, no entanto transmitam valores, ensinem desde pequena a menina a respeitar-se, a valorizar-se enquanto mulher.

Esses aspectos mencionados por muitos desvalorizados podem na vida adulta fazerem toda a diferença, é de pequeno que se torce o pepino, é de pequeno que se endireita o pau, como dizem os nossos ditados.

Proteger os filhos deve constituir prioridade absoluta de todos os pais, portanto você que é pai, mãe, encarregado de educação proteja verdadeiramente os seus filhos, não deixe-os entregue a sua sorte, é sua responsabilidade nata protegê-lo, educá-lo, amá-lo!

Você que é predador sexual e pedófilo antes de cometer quaisquer barbaridade dessa natureza faça o esforço de pensar nas consequências que advir do seu acto, o repúdio social que serás alvo, se coloque no lugar do pai, que na qual a filha foi abusada, “se fosse contigo o que farias? “

Para os que são propensos a essas práticas nefastas, que sentem-se atraídos pelas crianças, convém procurarem a ajuda dos especialistas, destacando o psicólogo para um devido acompanhamento terapêutico.

DIGA NÃO AO ABUSO SEXUAL INFANTIL, DENUNCIE!

NÃO NEGUEMOS A MUDANÇA NUNCA, NUNCA É TARDE PARA MUDARMOS, BASTA QUERERMOS, SE ESFORÇARMOS PARA QUE A MUDANÇA SE INSTALE EM NÓS.

Texto: Osvaldo Pinga Sumbo Manuel / Fonte das imagens: Google

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