A falsa percepção de riqueza dos artistas Africanos no falso orgulho projectado pela indústria capitalista Americana PT.1


Quando um preto famoso compra uma jóia cara de 500.00$ ou um carro de 1.000.000.00 de dólares, logo é destacado nas revistas cor-de-rosa, blogues falam sobre isso, e o negro aparece com a auto-estima logo para cima

Eu falo disso e me refiro sempre ao panorama Afro-Americano, Meek Mil comprou um Bentley e uma jóia e as revistas não falam de outra coisa, as pessoas estão repetidamente gritando "Meek Mill é milionário","Meek Mil esta em brasa" mas é somente uma armadilha do falso orgulho, um problema que os famosos Afro-Americanos sofrem.

A industria do Showbiz se aproveita das fraquezas dos negros Afro-Americanos e sua baixa auto-estima para transforma-los em agentes activos do consumismo, ou em representantes que estimulem o consumo no seio das massas negras Afro-Americanas.

É desta forma que se processa o consumo desenfreado de marcas nos EUA, os músicos e famosos são agentes catalizadores da percepção de consumo, de boa vida, e da ideia da mitificação da imagem associada ao dinheiro e ao bem-estar, por isso você me pergunta porque as comunidades Afro-Americanas estão cada dia mais decadentes, e como pode um preto ter orgulho de si mesmo quando se afasta do seu grupo racial?

O que as estrelas Afro-Americanas não querem aceitar é que continuam “escravos”, contractos são certificados de escravidão, palcos são cafezais e tournées são como passagens transatlântica sem navios negreiros, os pretos continuam a ser explorados por uma industria branca bilionária que desumaniza os negros e os usa como agentes destruidores da psicologia de grupo dos Afro-Americanos baseada no consumismo e individualismo.

Outro ponto de analise é que a riqueza gerada por estes artistas da industria, nunca reverte a favor das suas comunidades, a favor de projectos sociais de empoderamento das suas comunidades, este dinheiro reverte sempre a favor dos magnatas e exploradores, que desde cedo projectam sobre os artistas Africanos uma padrão de vida baseado no consumo da imagem, e desta forma os artistas se tornam reféns de excentricidades de uma imagem que têm que sustentar com os seus ganhos enquanto escravos da industria.

A industria conhece a fraqueza dos artistas e a sua condição psicológica, e sua sede de afirmação, e estes pressupostos são usados para que os ganhos do artistas voltem sempre pra as mãos dos seus sipaios da industria, desde as marcas, as jóias, os carros e as mansões tudo isso, são negócios brancos, onde o artista negro gasta a o seu dinheiro, e jamais gasta o seu dinheiro investindo na sua comunidade ou em negócios da sua comunidade.

Isso acontece devido ao padrão de qualidade que é sempre estabelecido a favor dos produtos fabricados e produzidos pela grande indústria monopolizada por pessoas brancas, porém a armadilha psicológica que destrói os negros está na forma como a indústria projecta a imagem deste artista e condiciona o seu comportamento, os seus hábitos e a sua percepção de qualidade, assim como a sua prospectiva de riqueza sempre baseada no ter, e nunca no ser.

Pois no final do dia artistas Africanos são apenas meros serventes de um sistema de exploração massiva de talentos negros, e instauração de uma atmosfera de alienação e consumo de marcas na consciência colectiva dos seguidores destes artistas.

É desta forma que negros são levados a oprimir negros, através da estimulação do consumo, a felicidade dos negros passou a ser resumida no que podem obter e não no sucesso colectivo enquanto grupo racial especifico.

Opinião de Isidro Fortunato

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