Vietnamita altamente perigoso lidera gatunos em quatro províncias


Roubava bancos, estabelecimento comerciais em Luanda , Cuando Cubango, Huambo e Benguelas.

O Serviço de Investigação Criminal apresentou ontem, no edifício-sede do SIC-Cacuaco, os resultados operacionais no âmbito do combate aos crimes de roubo qualificado com recurso à arma de fogo, com destaque para os praticados por um grupo de marginais altamente perigosos, na cidade capital, na residência de um cidadão vietnamita.

Segundo o director de Comunicação Institucional e Imprensa da Direcção-Geral do SIC, superintendente Manuel Halaiwa, o cidadão em causa pertence à comunidade vietnamita e engendrou o roubo, no dia 29 de Dezembro de 2020, por volta das 7 horas e 30 minutos, no bairro Morro Bento, Distrito de Luanda.

Um dia antes, e dada a afinidade com a vítima, um cidadão vietnamita perpetrou este acto e sob tortura, mediante utilização de um ferro de engomar, forçou a vítima a disponibilizar os valores que tinha na sua residência, um total de USD 15 mil e mais de 20 milhões de kwanzas; fios de ouro, relógios, telefones, roupas, entre outros pertences já recuperados.

“Estes cidadãos introduziram-se na residência da vítima por volta das 7 horas e 30 minutos, munidos de armas de fogo do tipo pistola, uma das quais já apreendida, de marca Jericho, carregada. Depois de o torturarem com um ferro de engomar aquecido sobre o corpo (entre as costas e os braços), a vítima entregou todos os seus pertences. A vítima encontrava-se com a esposa, alguns parentes e dois funcionários”, detalhou.

Para cometimento do crime, esses meliantes fizeram-se transportar numa viatura de marca Kia Sportage que foi alugada numa rent-a-car, tendo permanecido com eles durante cinco dias, após pagarem o valor de 420 mil kwanzas, para a utilização da mesma.

“Diligências feitas, foi possível determinar a autoria deste crime e, um a um, foram detidos, tendo finalizado com a captura do mandante”, disse.

O super-intendente Manuel Halaiwa contou que este cidadão de nacionalidade vietnamita está também implicado noutros crimes da mesma natureza (roubo qualificado) ocorridos ainda em Luanda, nos bairros Benfica e Calemba, bem como noutras províncias do país, como a de Benguela, Cuando Cubango e Huambo.

Fez saber que o vietnamita tem estado a contratar cidadãos nacionais, com grupos de malfeitores organizados, que realizam roubos aos membros da comunidade de vietnamitas e, no fim, repartem os objectos resultantes da acção criminosa.

Aproveitou a ocasião e apelou à comunidade vietnamita a terem o devido cuidado com os concidadãos para não serem alvos de crimes dessa natureza, principalmente com pessoas do seu convívio.

Por outro lado, alertou sobre a quantia de dinheiro que é amontoado nas residências, sendo um outro risco que se corre quando se faz guarda de grandes somas monetárias. Isso, segundo o especialista em investigação, aumenta a apetência dos malfeitores, por isso aconselha a bancarização do dinheiro.

O director de Comunicação Institucional e Imprensa da Direcção Geral do SIC, super-intendente Manuel Halaiwa, contou ainda que parte dos membros desta quadrilha, cujo líder é o vietnamita também está envolvida em crimes que ocorreram em 2014 e 2019 nas agências bancárias.

“Ou seja, foram também partícipes de assaltos à porta de bancos onde foram subtraídas avultadas somas em dinheiro. Alguns já contam com passagem em prisões, sem condenações, mas em prisão preventiva, e agora serão responsabilizados criminalmente”, garantiu.

Entretanto, contou que, do apuramento feito, o cidadão vietnamita está envolvido em cinco crimes ligados a outros seus compatriotas, mas diligências estão a ser feitas, tendo havido, nesta rede, um prófugo que está devidamente determinado e que, a qualquer momento, será capturado e também arrolado nos autos para a sua responsabilização criminal.

Salientou que os cidadãos ora detidos foram presentes ao Ministério Público que aplicou a medida de coação pessoal de prisão preventiva, enquanto diligências prosseguem para capturar um dos integrantes do grupo em fuga, bem como possíveis artigos adquiridos com o dinheiro subtraído do lesado à data dos factos.

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