Variação do rendimento petrolífero condiciona redução da inflação
ANÁLISE.  “Mão política” tem ajudado “artificialmente” a reduzir a inflação, razão que leva os investigadores do Centro de Investigação Económica da Universidade Lusíada (Cinvestec) a defenderem um

 “Mão política” tem ajudado “artificialmente” a reduzir a inflação, razão que leva os investigadores do Centro de Investigação Económica da Universidade Lusíada (Cinvestec) a defenderem um "combate sustentável", com o aparecimento de novos negócios.

A principal causa da inflação é a variação do rendimento petrolífero. Quando o rendimento petrolífero cresce, a oferta de divisas no mercado cambial aumenta, baixando a quantidade de kwanzas necessária para comprar uma unidade de moeda externa. Os preços em kwanzas baixam, fazendo crescer o volume das importações, o que aumenta a quantidade de produtos disponíveis, baixando os preços, mas, simultaneamente, aumentando a procura de divisas no mercado cambial, o que actua em contraponto, até se alcançar um novo equilíbrio ou haver nova variação dos rendimentos petrolíferos.

E, quando os rendimentos petrolíferos baixam, o processo é quase exactamente o recíproco: aumento das taxas de câmbio, subida do preço em kwanzas, redução das importações, escassez, menor procura de divisas no mercado cambial até se restabelecer algum equilíbrio após fortes constrangimentos ao consumo, à produção (matérias-primas e serviços às empresas) e ao investimento.

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