UNITA volta a dizer que não reconhece os resultados eleitorais anunciados pela CNE e anuncia reclamação com efeitos suspensivos  
A UNITA voltou à carga e, em nota do seu Secretariado Executivo do Comité Permanente, vem reafirmar o não reconhecimento dos resultados das eleições anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e quer anular o seu anúncio oficial feito na segunda-feira, apesar de o MPLA já ter cumprido com o ritual de reconhecimento e aceitação da vitória "inequívoca", como apontou o presidente do partido João Lourenço..

O partido do "Galo Negro" informa ainda que vai dar entrada dentro dos prazos legais de uma "reclamação com efeitos suspensivos da declaração dos resultados definitivos".

Informa ainda o partido liderado por Adalberto Costa Júnior que "não foi notificado da decisão do plenário da CNE que caucionou os resultados" e que o seu mandatário "não recebeu a cópia da acta do apuramento dos resultados definitivos das eleições gerais de 24 de Agosto, como previsto no nº 3 do artigo 136º da Lei Orgânica Sobre as Eleições Gerais".

"A UNITA reitera que não reconhece os resultados indicados pela CNE, enquanto não forem decididas as reclamações já em sua posse", aponta o comunicado.

E avisa: "É do interesse de todos os angolanos que a CNE não se furte à comparação das actas síntese em posse dos Partidos políticos, resultantes da vontade popular, expressa nas urnas, que representa a verdade eleitoral".

Os resultados finais definitivos anunciados hoje pela Comissão Nacional Eleitoral na segunda-feira, como noticiou o Novo Jornal, confirmam a vitória do MPLA com maioria absoluta nas assegurando a João Lourenço um segundo mandato na Presidência da República de Angola.

O anúncio foi feito pelo presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva, dando como confirmada a votação final no MPLA de 51,17 por cento e a UNITA com 43,96 por cento.

Este resultado mantém ainda os 124 deputados atribuídos inicialmente, na divulgação dos resultados provisórios, na sexta-feira, e os 90 da UNITA, sendo ainda verificável que o partido do "Galo Negro" vê a sua votação descer ligeiramente entre os resultados provisórios e agora os definitivos.

A UNITA tinha visto ser-lhe atribuídos 44,05 por cento na sexta-feira, observando agora um redução de perto de uma décima, sensivelmente a mesma subida observada na votação do MPLA, o que, grosso modo, corresponde à reanálise dos votos reclamados nas mesas de voto.

Manuel Pereira da Silva, após o termo da reunião plenária, na sede em Luanda da CNE, leu a acta de apuramento nacional dos resultados eleitorais definitivos das eleições de 24 de Agosto, onde ficou expresso que o MPLA obteve 3,209,429 votos, o que corresponde a 51,17% e 124 deputados.

A UNITA conseguiu, segundo os dados definitivos lidos por Manuel Pereira da Silva, 2,756,786 votos, o que corresponde a 43,95% e a noventa lugares no Parlamento angolano.

Entre os partidos mais pequenos, foi o PRS quem chegou mais forte, em 3º, com 1,14%, seguindo-se a FNLA, com 1,06%, a seguir o PHA, com 1,02%. Todos estes partidos com dois deputados eleitos garantidos.

A CASA-CE com 0,76%, a APN com 0,48% e o P-NJANGO com 0,42% dos votos não conseguiram qualquer assento parlamentar.

Os votos brancos chegaram aos 107,746, ou seja, 1,67% enquanto os nulos se quedaram pelos 74,259, ou 1,15% do total.

Foram considerados válidos 6,272,104 votos, o que corresponde a 97,18% dos boletins entrados em urna.

Dos mais de 14 milhões de eleitores inscritos, votaram 6.454.109, o que corresponde a 44,82%, e não votaram mais de sete milhões, correspondendo a 55,18% de abstenção.

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