UNITA acusa Polícia Nacional de estar por de trás da tragédia do Uíge


A UNITA acusou hoje a Polícia Nacional de "ter contribuído" para os incidentes que na sexta-feira provocaram 17 mortos no estádio 4 de Janeiro, na província do Uíge e pediu a responsabilização dos culpados.
DW

A acusação foi feita pelo Secretário-geral do partido maioritário da oposição (UNITA), Franco Marcolino Nhany, em conferência de imprensa em que foi analisada a situação política actual do país.

"Os relatos indiciam que a polícia terá contribuído, de alguma forma, para o pânico, ao utilizar gás lacrimogéneo para dispersar a multidão impaciente junto dos portões do estádio", referiu o político. 

Fontes locais apontam que incidente ocorreu aos sete minutos de jogo, quando centenas de pessoas invadiram um dos portões do mesmo estádio, originando quedas e fazendo com que dezenas de pessoas fossem pisadas entre a confusão. 

O secretário-geral da UNITA, Franco Marcolino Nhany, como humano que é, solidariza-se com as vítimas e espera que governo local torna público as origens do incidente.

"Em nome da direcção do partido, inclinamo-nos diante das vítimas da tragédia do Uíge, esperando, contudo, que sejam apuradas, o mais rapidamente possível, as devidas responsabilidades e sejam tornadas públicas", apelou Franco Marcolino Nhany. 

Lembrando que pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas, na passada sexta-feira, na cidade do Uíge, quando alegadamente tentaram forçar a entrada no estádio municipal 4 de Janeiro para assistirem ao jogo entre o Santa Rita de Cássia e o Recreativo de Libolo, na jornada inaugural do Girabola Zap 2017.

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