TV Zimbo e Record recebem puxão de orelha por favorecer pastores brasileiros


A Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana refere que os programas da Igreja Universal emitidos pelas duas televisões violam “os limites ao exercício da liberdade de imprensa e ao conteúdo de interesse público.”

Em comunicado de imprensa emitido hoje, sexta-feira, a Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA) chama atenção a forma como a TV Zimbo e a TV Record têm tratado o assunto relacionado a divisão na Igreja Universal do Reino de Deus, agora com ala brasileira e angolana. Considera a postura dos dois órgãos "violam pressupostos legais".

“Os programas emitidos violam, especificamente, os limites ao exercício da liberdade de imprensa e ao conteúdo de interesse público, nomeadamente informar com verdade, independência, objectividade, isenção e imparcialidade”, observa, advertindo os espaços foram comprados pela igreja para abordar sobre a palavra de Deus.

"Esses espaços foram cedidos para evangelização e não para dirimir problemas internos da Igreja, sem que a outra parte tenha direito ao exercício do contraditório".

A ERCA recomenda aos dois órgãos e não só, no sentido de não fazerem parte do conflito existente na referida religião e proceder de acordo as normas do jornalismo.

O conflito na IURD Angola se arrasta desde o ano passado depois de um grupo de pastor angolanos demonstrarem oposição aos privilégios da parte brasileira, descriminação racial, cultura de vasectomia e envio de milhões ao Brasil. Em resultado do conflito, o líder da igreja, Edir Macedo, reagiu com maldições endereçadas aos pastores angolanos considerados de “rebeldes.”

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