Sócio-gerente da empresa "Canaansouth" corrompe procurador com 7 milhões de kwanzas
Um dos cinco cidadãos estrangeiros detidos pelo DIIP, pela utilização de produtos expirados na produção de sumos de marcas “Cana Joy”, foi solto pelo procurador da Esquadra do Zango Zero, após o pagamento de 7 milhões de kwanzas.

Sócio-gerente da empresa "Canaansouth" corrompe procurador com 7 milhões de kwanzas

Segundo apurou o Imparcial Press, um dos responsáveis da empresa «Canaansouth Comércio Geral Lda.» terá pago cerca de sete milhões de kwanzas ao procurador Pedro Fernandes Machado, da Esquadra do Zango Zero, para que fosse posto em liberdade o cidadão estrangeiro (de nacionalidade indiana), como se não fosse responsável pela acção criminosa. 

 

“O cidadão indiano foi posto em liberdade provisória depois de o seu chefe pagar 7 milhões de kwanzas ao procurador Pedro Machado para o soltar”, conto uma fonte que acompanha o assunto, mas, entretanto, foram detidos  acrescentando que “o Procurador só aplicou a medida de coacção mais gravosa, aos quatro eritreus que ainda se encontram detidos.”  

 

De acordo com uma fonte fidedigna, a empresa «Canaansouth Comércio Geral Lda.», que tem como responsável um cidadão eritreu identificado apenas por Yohannes, foi constituída, em 2018, à margem das leis angolanas e não possui nenhuma licença (do Ministério da Indústria e do Comércio) para produzir os sumos “Cana Joy” e muito menos a água de mesa “Aura”, comercializados em todo mercados formais e informais, a nível do país.

 

De salientar que, o acto praticado pelos cinco cidadãos estrangeiros constitui um crime público contra à saúde pública. “A utilização de produtos expirados na produção de sumos para o consumo humano, constitui crime previsto e punível nos artigos n.°s 448.° e 286.° do Código Penal, conjugado com a Lei n.° 15/03, de 22 de Julho.

 

No entanto, numa ronda efectuada nesta quinta-feira, 11, em alguns estabelecimentos comerciais, o Imparcial Press constatou que o refrigerante em causa ainda está a ser comercializado normalmente nos mercados formal e informal na capital angolana.

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