Silêncio do Embaixador em Portugal deixa população angolana revoltada


O silêncio da embaixada de Angola em Portugal, numa altura em que os cidadãos angolanos têm sido tratados como um saco de pancada pelas autoridades daquele país, continua criar revoltas, uma vez que se assiste casos de racismo extremo ou de abuso de autoridade sem precedentes.

O caso recente, da nossa compatriota, Cláudia Simões, 42 anos de idade, que foi barbaramente agredida na via pública, em frente a filha de oito anos de idade, por agentes da Polícia de Segurança Pública deveria no mínimo suscitar alguma reacção do corpo diplomático angolano. Cláudia Simões descreveu a noite de horror que viveu nas mãos da polícia, na Amadora, depois da filha de oito anos se ter esquecido do passe em casa.

A nossa compatriota diz que o motorista quando se apercebeu que esta tinha esquecido o cartão da filha proferiu as seguintes palavras: “Vocês, pretos, macacos, ficam aqui a encher o nosso país. Estamos fartos de vocês. Vão embora para a vossa terra”. Alguns passageiros perguntaram, então, ao motorista se não tinha familiares no estrangeiro. “Era uma senhora de idade. O condutor começou a ofender toda a gente no autocarro e as pessoas revoltaram-se”.

O embaixador Carlos Alberto Fonseca para fingir, e sem ter que ser pressionado pela imprensa ou pelo ministro de tutela, deveria pelo menos simular que estava ao corrente da situação, Pelo menos uma nota de protesto.

No princípio do ano passado, exactamente do mesmo dia em que se comemorava um ano em que cinco membros da mesma família, angolanos, foram brutalmente agredidos em Lisboa, Portugal, no bairro da Jamaica.

Em Agosto de 2016, Segundo o SOS Racismo, o actor angolano foi vítima de “agressões e insultos racistas, acrescidos de troça”. Houve uma discussão até que “Matamba Joaquim e o seu amigo foram detidos para serem conduzidos à esquadra da Baixa” de Lisboa.

Em Maio de 2014, uma jovem comerciante angolana foi barbaramente espancada por agente da polícia portuguesa em Lisboa na linha de Sintra, com auxílio de um segurança que faz guarda ao estabelecimento onde Maria Sala tem um restaurante.

A sociedade angolana tem-se mostrado indignada com estes actos de racismo, manifestado por alguns sectores da sociedade portuguesa, com maior realce a Polícia de Segurança Pública. Vivem em Angola centenas de portuguesas que são tratados de forma cordial, às vezes, acima do necessário.

Os angolanos que se deslocam ao país europeu esperam o mesmo tratamento naquele território, o que, reiteradas vezes, tem sido o contrário. Urge a necessidade das autoridades angolanas colocarem um ponto final nestes episódios. Refrescar a memória do embaixador angolano em Portugal, esclarecer que o político não está aí para usufruir apenas da viatura diplomática e das mordomias. É preciso começar agir, agir a favor dos angolanos.

Fonte: Na Mira do Crime

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