Sábado Infernal desafia covid: Falta de táxi causa enchente nas paragens de Luanda


Paragens cheias, empurrões para subir nos táxis que fazem linhas curtas e pessoas de várias idades, inclusive crianças, a andarem a pé, é o cenário observado desde manhã em Luanda em pleno risco de contágio em massa.

Desde a manhã de hoje, sábado, se observa nas paragens de táxis das principais zonas de Luanda muita enchente. Pessoas aglomeradas, sem cumprir o distanciamento social, a maioria de máscara sobre o queixo. Numa autêntica luta para apanhar o táxi e chegar ao seu destino.

Numa ronda feita pelo AO, na manhã e cair de noite deste sábado, foi visível a preocupação dos cidadãos de várias partes de Luanda. Começamos por Viana, onde apesar de ser sábado, por sinal dia de abertura dos mercados, crianças e adultos disputavam na berma da estrada um lugar no táxi. O mesmo se verificou no Benfica, município de Belas. 

Pelo que se constatou, houve pouca circulação dos famosos azuis e brancos, os poucos que circulavam encurtavam a rota. A título de exemplo, para sair da Vila de Viana até aos Congolenses muitos gastaram 450 a 600 kwanzas. Quando normalmente gasta-se apenas 150 kwanzas. 

Os 200 autocarros postos a circular pelos vistos ainda não surtiram efeitos, pois, os que circulam chegam mesmo a exceder a lotação. Algumas pessoas sentam no chão de modo a evitar o olhar dos reguladores de trânsito. Um desafio a covid-19 que de acordo as projecções poderá atingir os 45 mil casos até Setembro.  

Verdade seja dita, muitos estão alheios a doença, pois ao longo das paragens o Angola-Online observou pais acompanhados dos filhos transportando materiais para festas. Em conversa com a jovem Nanda, se comprovou isso. A mesma reside no Ramiros, se encontrava na paragem do Benfica há quase duas horas, acompanhada dos três filhos menores, pretendia chegar ao Zango, Viana, onde se vai realizar a festa de aniversário da irmã.

Durante a ronda, notamos apenas a detenção de um taxista na zona da Estalagem por especulação de preço da corrida. 

Se os taxistas facturam encurtando a rota, o mesmo não se fala das zungueiras, algumas afirmam estar a viver dias difíceis, muitas vezes não vendem nada, mil razões de estarem sempre nas ruas até nos dias proibidos na tentativa de sobrevivência.  

Assim vai a capital do país quando já há circulação comunitária...

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