Prémio Nobel da Medicina dividido por três vencedores
O prémio Nobel da Medicina 2019, foi dividido hoje, segunda-feira 07, por dois cientistas norte-americanos e um britânico, pelas suas descobertas relativas à forma como as células se adaptam, às diferenças de oxigénio.

De acordo com a fonte da Angola-Online, o galardão foi atribuído aos cientistas norte-americanos William Kaelin, Gregg Semenza e ao britânico Peter Ratcliffe, que vão dividir igualmente o prémio de nove milhões de coroas suecas (832.523 euros).

O Comité do Nobel explicou que, os três cientistas conseguiram com os seus trabalhos "identificar a maquinaria molecular que regula a actividade dos genes na resposta às variações de oxigénio". "A importância fundamental do oxigénio é conhecida há séculos, mas o processo de adaptação das células às variações dos níveis de oxigénio era um mistério", acrescentou.

O trabalho destes investigadores, estabeleceu a base para entender como os níveis de oxigénio afectam o metabolismo celular e a função fisiológica, o que "abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças", prossegue a explicação do Instituto Karolinska.

William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em medicina interna e oncologia. O seu compatriota Gregg Semenza, igualmente nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe nasceu em Lacashirem, em 1954, e é perito em nefrologia.

Os prémios Nobel nasceram da vontade do cientista sueco Alfred Nobel (1833-1896) em legar grande parte de sua fortuna a pessoas que trabalhem por “um mundo melhor”. O prestígio internacional dos prémios Nobel deve-se, em grande parte, às quantias atribuídas, que actualmente chegam aos nove milhões de coroas suecas (mais de 830.000 euros). 

Fonte: Jornal de Angola

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