Praias continuam sujas e já mataram 30 pessoas desde a abertura


Mais de metade das 23 praias autorizadas para banhistas, em Luanda, encontram-se sujas e impróprias para a actividade balnear. Desde abertura 30 pessoas morreram.

Praias como a dos Generais, Nicha e Rua 11, no município de Talatona, da Chicala, Corinba, Praia Amélia, Capossoca (Luanda), Cacuaco (sede), Morro dos Veados, Museu de Escravatura e Quilómetros (Belas) apresentam um acumulado de de material ferroso, madeira e resto de comida espalhados pela areia.

Nestas zonas balneares, os espaços estão, parcialmente, cobertos  por garrafas e sacos plásticos, latas, fraldas descartáveis e outro lixo orgânico.

Na praia da sede de Cacuaco, para além do lixo, tem a particularidade de ter a água suja, com uma cor semi-amarela.

No entanto, as praias da Ilha de Luanda, dos quilómetros depois do distrito dos Ramiros, Mussulo e Cabo Ledo, pontos mais procurados pelos banhistas, encontram-se sem lixo e com água limpa.

Entretanto, o porta-voz do Comando Provincial de Luanda do SNPCB, intendente Faustino Minguês, disse que os bombeiros controlam 45 praias, sendo 22 proibidas aos banhistas e 23 com acesso autorizado, mas os banhistas "invadem ” geralmente as praias proibidas.

"O que verificamos tem sido a insistência e negligência por parte de alguns banhistas de se fazerem presentes em algumas praias proibidas”, frisou o oficial.

 O acesso público às praias, segundo Faustino Minguês, tem sido antecedido de campanhas de sensibilização a nível das comunidades, patrulhamentos náutico, apeado, de lancha e motorizado nas 45 praias controladas e catalogadas pelos bombeiros em Luanda.

Questionado sobre o nível de controlo dos banhistas diante das "enchentes" nas praias, sobretudo no quadro das medidas de situação de calamidade pública, o porta-voz dos bombeiros disse que trabalham coordenados com outras forças.

"Os finais de semana prolongados são  preocupantes, aliás tínhamos noção que não seria uma tarefa fácil e que a responsabilidade não seria simplesmente dos bombeiros, mas da população em geral”, disse.

Faustino Minguês disse que desde a abertura das praias, em Luanda,  morreram, por afogamento, mais de 30 pessoas e 50 salvas em eminência de afogamento, na sua maioria adolescentes. As mortes, na sua maioria, ocorreram em praias proibidas e sem presença de salva-vidas.

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