PN investiga sobre agressões contra manifestantes
A Polícia Nacional (PN), abriu uma investigação para apurar a veracidade dos factos, sobre alegadas agressões da polícia, contra os jovens que manifestaram nesta terça-feira, 15, em Luanda, na altura em que o presidente João Lourenço discursava sobre o Estado da Nação.

Os manifestantes, que se concentraram em protesto contra o elevado desemprego e reclamando os 500 mil postos de trabalho que o presidente João Lourenço, prometeu criar, pretendiam chegar à Assembleia Nacional, onde o chefe do executivo estava discursar sobre o Estado da Nação, marcando a abertura do ano parlamentar.

No entanto, a polícia já tinha avisado que iria travar a manifestação, por violar a lei angolana, que proíbe cortejos e desfiles antes das 19:00 aos dias de semana e concentrações a menos de 100 metros dos órgãos de soberania, e carregou contra o grupo, depois de uma troca de palavras entre as duas partes, recorrendo à força para dispersar os activistas.

Segundo Hermenegildo de Brito, porta-voz da polícia, foram ouvidos, identificados e posteriormente libertados "28 elementos que faziam arruaça" na zona entre o hospital do Prenda e Zamba 2, em Luanda, e impediam a circulação automóvel.

O responsável confirmou que, dois dos activistas, Laurinda Gouveia, que está grávida, e Geraldo Dala foram encaminhados para unidades hospitalares, e polícia está agora a investigar as imagens de uma "possível agressão dos agentes", tendo aberto internamente um processo disciplinar para apurar os factos e responsabilizar os agentes, caso se confirme.

Fonte: Sapo Notícias

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