Países africanos exigem da Alemanha reparações por crimes cometidos durante o período colonial


Os países colonizados pelo antigo império alemão pertencentes ao continente africano, exigem ao governo daquele país indemnizar os seus estados pelos crimes cometidos durante o período colonial.

Entre 1885 e 1919, a Alemanha foi a terceira maior potência colonial europeia em África, atrás do Reino Unido e França. O império alemão dominava o sudoeste Africano Alemão [a actual Namíbia], a África Oriental Alemã [Burundi, Ruanda e Tanzânia], bem como as áreas está localizado do Togo, Gana e Camarões. As revoltas mais sangrentas foram a de Maji-Maji na África Oriental, entre 1905 – 1907, que segundo os historiadores, terá resultado na morte de 300 mil pessoas, e a revolta Herero e Nama no sudoeste africano, entre 1904 – 1908, que resultou no primeiro genocídio do século XX, com 80 mil mortos. Desde 2015, a Namíbia negoceia com a Alemanha reparações pelo genocídio dos grupos étnicos Herero e Nama.

A Tanzânia também aumenta a pressão sobre o Governo alemão para que assuma a responsabilidade por crimes de guerra cometidos durante o período colonial na África Oriental. No rol de acções brutais, estariam o massacre de vários grupos na revolta de Maji-Maji. O embaixador tanzaniano em Berlim, Abdallah Possi, lançou um apelo a Berlim no início de 2020 para "negociar reparações", já para o director do Museu Nacional da Tanzânia, Achilles Bufure, considera que estas negociações são urgentes. Como tem especial interesse no acervo cultural do país, Bufure está também preocupado a devolução de inúmeras obras de arte e bens roubados.

O Burundi é o terceiro país africano que passou a pressionar Berlim, Alemanha, exigindo reparações por “agressões" dos regimes coloniais alemão e belga. Um grupo de peritos nomeados pelo Parlamento do Burundi prepara um relatório sobre a questão e já há uma estimativa de compensação financeira que deverá rondar em 36 mil milhões de euros a ser exigida a Alemanha e a Bélgica.

Fonte: Dw

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