Os varridos bem cedo do Palácio pelo exonerador implacável


O palácio também é o centro das mais acirradas batalhas, onde muitos políticos encontram a sua morte política, as vezes de forma prematura.

O palácio da cidade alta é o lugar em que todo o político quer estar. Um gabinete em qualquer canto do palácio, abre caminho fácil para a riqueza. Em muitos casos, os assessores do presidente chegam a ter mais poder do que ministros.

Mas o palácio também é o centro das mais acirradas batalhas, onde muitos políticos encontram a sua morte política, as vezes de forma prematura. O diga Lopes Paulo, antigo assessor de João Lourenço para os assuntos económicos, “varrido” prematuramente do “inner circle” JLo após “comprar” brigas com Manuel Nunes Júnior e José de Lima Massano, ministro de Estado da Coordenação Económica e governador do Banco Nacional de Angola, respetivamente.

Lopes ficou no cargo entre julho de 2019 e junho de 2020. Para sua exoneração, pesou uma carta que escreveu dias antes ao PR, na qual responsabilizou a equipa económica do governo pelo do mau estado da economia. O economista calculou mal o risco de confrontar pessoas com fortes sustentáculos no palácio e perdeu a briga.

Elogiado na academia, Itiandro Slovan de Salomão Simões teve uma curta passagem pela Presidência da República, onde ocupou o cargo de secretário para os Assuntos Judiciais e Jurídicos. Seu parecer jurídico ditou a exoneração de Carlos Aires da Fonseca Panzo do cargo de Assessor Económico do PR, sobre o qual pendia um inquérito administrativo na procuradoria da Suíça.

O jovem jurista foi apeado da cidade alta em junho de 2019, alegadamente por ter levado o PR a exonerar  alguém que tinha morrido dois anos antes, para a empresa de Navegação Aérea.

Carlos Panzo é o assessor de João Lourenço que menos tempo fez no cargo. Andou pelos corredores da cidade alta entre setembro e outubro de 2017, altura em que João Lourenço o “empurrou” para responder na justiça, depois que foi aberto um processo contra si pelas autoridades suíças, por envolvimento com o grupo brasileiro de construção Odebrecht, do qual recebeu comissões de mais de 11 milhões de dólares, em atividades consideradas “corruptas”.

Na sequência a Procuradoria angolana abriu outro “inquérito para apuramento de uma denúncia sobre fatos penalmente puníveis”, nos termos do direito internacional, contra o prófugo Carlos Panzo.

Envolvido em várias engenharias financeiras, com destaque para da Air Connection Express, companhia que receberia de bandeja aviões comprados pela TAAG, importação de bens em aviões fretados pelo governo e compra sobrefacturada de um condómino inacabado em Luanda, Pedro Sebastião caiu em desgraça no dia 31 de maio do corrente ano, na sequencia do despoletar da “operação Caranguejo” que investiga altas patentes da Casa de Segurança do PR, suspeitos de cometerem crimes de peculato, retenção de dinheiro e associação criminosa.

Gentileza Luanda Post

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