Oposição quer que JLO fale sobre criminalidade, seca e crise social e económica no Estado da Nação


Presidente discursa amanhã.

Na opinião do terceiro vice-presidente da Assembleia Nacional pela UNITA, Ernesto Mulato, "a criminalidade violenta, sobretudo na capital do País, aumentou e espera-se que as autoridades competentes tomam medidas urgente para responder a esta situação".

"O Chefe do Executivo tem que orientar a direcção da Polícia Nacional para adoptar políticas de reinserção social para se evitar que os ex-condenados se tornem reincidentes. Não há segurança das populações em Luanda", disse o político.

Para Ernesto Mulato, "o combate à pobreza deve ser uma das grandes prioridades das autoridades, com programas destinados a ajudar as famílias vulneráveis" num momento de grande inquietação para todos.

"Milhões de pessoas estão a ser afectadas pela seca no sul de Angola, a pior dos últimos 40 anos, provocando mortes e desnutrição. O Executivo deve encarar este assunto com muita preocupação", referiu, sublinhando esperar igualmente que João Lourenço aborde este problema e avance com soluções "claras".

Para a UNITA a questão da verdade eleitoral garantida na lei permanece como "questão essencial".

O presidente da Coligação CASA-CE, Manuel Fernandes, defendeu a necessidade de se colocar à disposição dos angolanos uma Lei Eleitoral que reúna consenso entre as forças políticas e espera que o Executivo angolano encare com seriedade a actual situação social e económica do País agravada com a pandemia da Covid-19.

"Para garantir um processo eleitoral transparente e justo é necessário colocar à disposição dos angolanos uma Lei Eleitoral que reúna consenso entre as forças políticas concorrentes, sobretudo em matérias fracturantes, como são os casos da composição da CNE e do apuramento eleitoral nos municípios", defendeu.

"O momento é de muita preocupação no País. As famílias enfrentam o problema da criminalidade, os produtos da cesta básica com elevado custo, falta de medicamentos nos hospitais (...) uma série de situações para as quais o Executivo deve encontrar uma solução. Nunca se viu o povo com tanta dificuldade como hoje", acrescentou.

A falta de emprego e habitação e dificuldades na formação profissional são ainda algumas das inquietações apresentadas pelo presidente da CASA-CE.

O secretário-geral do PRS, Rui Malopa, espera que o Presidente da República faça uma retrospectiva sobre a real situação que o País atravessa em vários domínios.

"O Presidente às vezes diz que há melhorias no desenvolvimento do País, quando a prática nos mostra o contrário", referiu, lamentando que a criminalidade no País pode reduzir os investimentos externos.

Rui Malopa concorda com muitas vozes que defendem que seja decretado um estado de emergência no sul do País, onde à fome está a matar muita gente.

O deputado do MPLA, Vicente Pinto de Andrade, lamentou que a Covid-19 tenha vindo dificultar o desenvolvimento do País, nos últimos dois anos e espera ouvir do Presidente João Lourenço palavras de esperança para ultrapassar este momento.

"A pandemia da Covid-19 está a travar o desenvolvimento do País por um lado, por outro, essa doença também veio educar muita gente a observar normas importantes de higiene", disse, salientando que o Presidente da República fará um discurso Nação para apresentar as principais preocupações que Pais atravessa.

"Será um discurso que vai também abordar a actual conjuntura socioeconómico do País", resumiu.

Refira-se que a abertura da quinta e última sessão Legislativa da VI Legislatura da Assembleia Nacional que terá lugar no dia 15 deste mês, será marcada com uma mensagem sobre o Estado da Nação, dirigida ao País, pelo Presidente da República, João Lourenço.

A Assembleia Nacional é composta por 220 deputados, dos quais 150 do MPLA, 51 da UNITA, 16 da coligação CASA-CE, dois do PRS e um da FNLA, composição resultante das eleições gerais de 2017.

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