Merkel quer África forte para superar desafios
Angela Merkel, disse hoje em Berlim a importância do investimento em África e o fortalecimento da economia do continente, considerando-as cruciais para a resolução dos desafios que a economia mundial enfrenta.

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A governante alemã recordou que foi esse o propósito do lançamento da iniciativa “Compact with Africa”, que tem como primeiro objectivo a promoção dos investimentos privados dos países ricos industrializados nos 12 países africanos participantes.


“Estamos de acordo que África, com mais de 50 Estados e uma população em crescimento, sobretudo jovem, terá um papel importante na resolução dos conflitos globais” relacionados com a manutenção da paz, protecção do ambiente, desenvolvimento económico, migração e “outros grandes temas do nosso tempo”, disse.

O investimento em África continuará a ser “uma decisão do sector privado”, mas “podemos ajudar, criar confiança”, afirmou a chefe do executivo alemão, congratulando-se com as medidas de vários Estados africanos no sentido de melhorarem a governança e transparência, condições importantes para a atracção de mais investidores.

Em contrapartida, subsistem ainda por resolver problemas nos países participantes na iniciativa — aberta a todos os Estados africanos, mas à qual aderiram até agora Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Egipto, Etiópia, Gana, Guiné Equatorial, Marrocos, Ruanda, Senegal, Togo e Tunísia -, no domínio do crescimento demográfico e segurança, nomeadamente na região do Sahel, onde os desafios causados pelo terrorismo “são graves”, apontou.

O chefe de Estado egípcio, Abdelfatah al Sisi, actual presidente da União Africana, sublinhou, pelo seu lado, que os investimentos são um “factor de estabilidade” no continente, que tem “um grande potencial, uma vontade política muito forte e uma visão clara” no que respeita a cooperação entre os seus Estados e o fortalecimento do mercado interno africano.

Abdelfatah al Sisi chamou ainda a atenção para a “situação global particular” e para os “grandes desafios” provocados pelas tensões na economia mundial, sublinhando que é África o continente que mais sofre com este “desenvolvimento negativo”.

“Se considerarmos ainda outros desafios como a pobreza e o clima, temos que apelar ao mundo para apoiar África”, afirmou.


LUSA

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