Lojas do Kero em Luanda sem alimentos e sem clientes


Falta de quase tudo nas prateleiras das lojas Kero, particularmente os produtos alimentares, que deixaram de ser comercializados. Já passam duas semanas desde que os novos gestores assinaram o contrato de exploração e gestão mas, para já, pretendem fazer crescer o capital humano.

Há um vazio nas lojas do Kero na capital do País, particularmente nas lojas do Morro Bento e do projecto Nova Vida. Duas semanas depois de a empresa Anseba ter assinado o contrato de cessão do direito de exploração e gestão da rede de hiper e supermercados Kero, os estabelecimentos continuam carentes de produtos.

Numa ronda feita pelo Expansão constatou-se que nem os produtos que compõem a cesta básica estão a ser comercializados no Kero. Falta de quase tudo o que é essencial, sobretudo os produtos alimentares. Grande parte das prateleiras estão cobertas com panos e papéis, outras exibem os poucos produtos que estão a ser comercializados, como material escolar, algumas bebidas, brinquedos, material de jardim e cosméticos.

A loja do Nova Vida ocupa uma área de 7.200 metros quadrados, vendia 30 mil referências de produtos e as 36 caixas de pagamento estavam preenchidas com trabalhadores. Hoje o número de funcionários conta-se pelos dedos das mãos e quase sem trabalho por fazer, uma vez que até os clientes abandonaram aquela que já foi uma das lojas mais apetrechadas e movimentadas, desde a sua abertura em 2010. No novo cenário das enormes lojas são visíveis garrafas de água, de vinagre e garrafas de aguardente que preenchem alguns espaços vazios.

Em 2016, a rede de hiper e supermercados Kero lançou no mercado nacional uma gama de produtos de marca própria, sendo que os artigos "brancos" eram os mais vendidos nas suas categorias.

Estes produtos também já não são comercializados. Em quase todas as lojas, as áreas reservadas para os legumes, frutas e peixarias, bem como a zona do talho, charcutaria e padaria, deixaram de existir. A única informação disponível no estabelecimento encontra-se nos frigoríficos, congeladores ou prateleiras que alegam que "o material encontra-se em manutenção". Os funcionários não têm informações dos próximos passos da nova gestão.

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