JLO torra mais 7,3 milhões de dólares no hospital do Calumbo


Estado comprou terreno com 200 casas degradadas por 25 milhões de dólares, a que se juntaram mais 33,9 milhões de dólares para obras. Esta semana, o Chefe de Estado acrescenta mais 7,3 milhões aos custos porque foram identificados trabalhos não previstos inicialmente no contrato.

Diz o despacho mais recente que "havendo a necessidade imperiosa da execução dos trabalhos a mais, com vista a dar melhor comodidade e assistência aos cidadãos que acorrem a essa unidade hospitalar, é autorizada a celebração da adenda ao contrato de empreitada no regime de concessão/construção para a construção e requalificação do terreno infraestruturado e as 200 casas parcialmente construídas na Zona de Calumbo, província de Luanda, para a edificação do Centro Especializado para o Tratamento de Epidemias e Pandemias.

A despesa para aquisição de um terreno no Calumbo, por 25 milhões de dólares, a que se juntaram mais 33,9 milhões USD para obras de construção do Centro Especializado de Pandemias e Endemias foi autorizada pelo Presidente da República em despachos que justificavam as medidas com "a imperiosa necessidade da criação de condições dignas para se evitar a propagação descontrolada do vírus, bem como de aumentar as acomodações hospitalares para dar cobertura ao tratamento dos cidadãos que eventualmente vierem a ser

As críticas não se fizeram esperar, e a 11 de Novembro do ano passado, à margem da inauguração do centro, João Lourenço aproveitou para responder aos que reprovaram a sua decisão.

"Com relação a este centro, dizer que houve muita polémica quando se anunciou a decisão da construção desta unidade. A resposta aos polémicos é o que estamos a apresentar hoje, portanto, venham ver, esta é a resposta".

O despacho que criou mais polémica foi publicado em 2020, e determinou a compra deste complexo residencial, um imóvel com 200 residências, pelo valor de 24,9 milhões de dólares, o que gerou críticas quer de organizações da sociedade civil quer de partidos políticos.

A ministra da Saúde de Angola disse na cerimónia de inauguração que o centro dispõe de 1.316 camas para quarentena, isolamento e internamentos.

Sílvia Lucuta acrescentou que a nova infra-estrutura conta também com camas para cuidados intensivos, para cuidados intermédios, distribuídos por adultos e crianças.

"Esta unidade possui também uma área de tratamento da função renal contínua intermitente, um banco de sangue, incluindo a implantação de um desleucocitador, minimizando os riscos adversos, garantindo uma transfusão sanguínea segura", referiu.

A infra-estrutura erguida numa área de 15,7 hectares, conta igualmente com serviço de triagem, laboratório, imagiologia, fisioterapia, psicologia, farmácia, serviços de apoio, reservatório de água com capacidade para 500 mil litros, um heliporto, morgue e um posto policial, informou Sílvia Lutucuta.

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