Grupo Carrinho promete transformar BCI no maior banco de fomento a agricultura familiar


A promessa está publicada num comunicado de imprensa, escrito horas depois de ter adquirido o BCI por 16,5 mil milhões de kwanzas (27,1 milhões de dólares), no leilão promovido pela Bolsa de Valores de Dívidas de Angola (Bodiva).

O grupo considera um momento “histórico” e motivo de “orgulho” ter sido a primeira empresa “genuinamente” angolana a fazer uma aquisição em bolsa. “Este feito vem mais uma vez demonstrar o empenho da Carrinho SA, em investir em Angola e assim continuar a agregar valor a economia nacional”, lê-se.

O grupo assegura que pretende continuar a preservar as conquistas alcançadas pelo banco ao longo dos anos.

O grupo Leonor Carrinho é uma empresa originária de Benguela. Com um histórico familiar, o grupo deixou de ser uma empresa comercial, entre 2016 a 2019, segundo o seu site, para uma empresa industrial.

Sem qualquer ‘know-how’ na banca, o novo dono do BCI destacou-se notabilizado no ramo alimentar nos últimos anos e também por ter recebido garantias soberanas do Estado nos seus projectos.

Só este ano, recebeu duas garantias soberanas, uma de 56,9 milhões de euros e a outra de 57,4 milhões de euros. Esta última serviu para a cobertura do contrato de importação de bens e equipamentos do projecto da fábrica de produção de açúcar, em Benguela.

A empresa nos últimos anos também passou a figurar na lista dos maiores importadores do país. Em 2016, ocupava a 21ª posição no grupo dos maiores importadores. Nos últimos anos passou para os lugares de topo. 

O leilão que permitiu ao grupo ficar com o BCI foi realizado hoje, via ‘online’ e através de uma Plataforma da Bolsa de Dívidas e Valores de Angola (Bodiva).

A compra é uma viragem histórica no mercado de capitais em Angola. É a primeira vez que a Bodiva realiza um leilão ‘online’.

O leilão teve a participação de dois concorrentes com direito a seis ofertas.

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