Gangue que assaltou 58 milhões numa carrinha recebeu feitiço


Já foram detidos.

Este gangue, composto por 10 indivíduos, que se faziam transportar em motorizadas, todos de nacionalidade angolana, segundo contou ao Novo Jornal o superintendente Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC-Geral, actuaram em conluio com um segurança da empresa de segurança que fazia o transporte dos valores para serem depositados num banco da cidade de Luanda.

Ainda segundo o SIC, o gangue estava a par do protocolo existente entre a empresa de segurança e o armazém de bebidas e que consistia no transporte do dinheiro todas as segundas-feiras.

O assalto foi arquitectado e executado pelos 10 indivíduos que, durante a acção, mataram o motorista da viatura onde estavam os 58 milhões Kz, com tiros de Kalashnikov (AK-74), tendo, de seguida, rumado para a província de Benguela, onde são residentes.

Um dos assaltantes foi morto durante o assalto e na sequência de uma troca de tiros com os seguranças da empresa que transportava o dinheiro.

O SIC apurou ainda que o grupo se reuniu, horas antes do assalto, num local próximo do armazém onde o dinheiro foi colocada na carrinha de transporte de valores, para arquitectar o assalto.

Os elementos do Departamento de Operações do SIC recuperaram, na operação de captura do gangue, 1 milhão Kz, apreenderam diversas motorizadas, telemóveis, duas armas de fogo.

Após a captura, os indivíduos confessaram a autoria do assalto, tendo ainda confessado que parte do dinheiro roubado foi usado para pagar os serviços de diversos quimbandeiros (feiticeiros) a quem entregaram quantias entre os 150 mil e os 200 mil kz de forma a garantir que não seriam detidos.

A parte mais substancial do dinheiro foi aplicado na compra de habitações em Benguela e no Cubal, motas, roupas e bebidas.

Ainda segundo o superintendente Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC-Geral, os 10 detidos eram raboteiros, faziam pequenos transportes de mercadorias em carros de mão construídos em madeira, e deixaram a actividade regressando a Benguela, deslocando-se a Luanda apenas para a realização de assaltos.

Após esta operação, o SIC emitiu um comunciado onde faz uma advertência aos empresários no sentido destes usarem sempre os meios adequados para o transporte de valores. E um aviso aos meliantes: "Cuidado porque o crime não compensa!".

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