FNLA lamenta que CNE tenha rejeitado relatório de prestação de contas
A Frente de Libertação de Angola (FNLA) disse esta segunda-feira, 14, que entregou o seu relatório financeiro da campanha eleitoral referente às eleições de 24 de Agosto de 2022, com um atraso de dois dias, por motivos de força maior, devido à vandalização que sofreu o seu arquivo por parte de delegados de lista.

Segundo o porta-voz do partido Ndonda Nzinga, o relatório financeiro da campanha eleitoral foi liminarmente rejeitado pelo sector do expediente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), mesmo tendo sido esclarecidas as razões.

"Com efeito, a Lei nº36/11, de 21 de Dezembro, estabelece no nº5 do seu artigo 84º, que, se as entidades concorrentes às eleições não prestarem contas no prazo fixado nos nº1 e 03 do mesmo artigo, ou se concluir que houve infração no disposto no artigo 83º, a Comissão Nacional Eleitoral deve fazer a respectiva participação ao Tribunal de Contas, para os efeitos legais", esclareceu Ndonda Nzinga.

No documento enviado pela FNLA à CNE e cedido por Ndonda Nzinga ao Novo Jornal, o partido apela ao "bom senso" do presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Manuel pereira da Silva, para autorizar a recepção do relatório.

"Estando ainda estava no tempo de análise da regularidade das contas da campanha eleitoral dos partidos políticos pela CNE, bem como no tempo de notificação dos partidos políticos por vossas excelências para apresentação, no prazo de 15 dias a regularização desses relatórios, somos a pedir o bom senso de sua excelência, Sr. presidente, se digne autorizar a recepção do referido relatório", lê-se na carta cujo assunto é "prestação de contas".

"Esta situação foi comunicada ao Tribunal de Contas", referiu o porta-voz da FNLA, sublinhando que o seu partido respeita as instituições do Estado.

No pleito eleitoral de 24 de Agosto de 2022, cada candidatura recebeu para a campanha eleitoral, 1, 1 mil milhões de Kwanzas.

Refira-se que a FNLA obteve 1,06% dos votos, num total de 66.337, conquistando também dois deputados.

REAÇÕES

0
   
1
   
0
   
0
   
0
   
0
   
0
   
0
   

Comentários