Em 2021: 2 mil crianças fizeram da rua a sua casa e 167 recém-nascidos foram abandonados em contentores de lixo
Em 2021 pelo menos 2.000 crianças, maiores de cinco anos, fizeram da rua a sua casa e 167 recém-nascidos foram abandonados em contentores de lixo.

Os números foram avançados pelo director-geral do Instituto Nacional da Criança (INAC), Paulo Kalesi. O responsável afirmou que no primeiro trimestre deste ano foram recolhidas 400 crianças nas ruas, de um total de 800 cadastradas.

Kalesi declarou que algumas crianças foram devolvidas às suas famílias outras foram levadas para lares de acolhimento.

Segundo o director do INAC, os meninos de rua são maioritariamente rapazes dos cinco aos 12 anos e as motivações são várias, desde má estruturação familiar, motivado pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas por parte dos progenitores, situações culturais, acusações de feitiçaria, baixo nível económico, entre outras.

Paulo Kalesi reforçou que o Executivo tem estado a implementar várias políticas dirigidas, principalmente, às famílias, como é o caso dos programas de combate à pobreza e o de transferências sociais monetárias "Kwenda". A preocupação, disse, citado pela Angop, é apoiar e trabalhar com crianças de rua, daí estar em curso o cadastramento de meninos de rua.

O País, segundo o director do INAC, "vai contar com centros de primeiro nível, destinados a acolher todas as crianças que estão na rua e com comportamento aceitável, enquanto as crianças envolvidas no mundo das drogas serão colocadas no primeiro acolhimento", disse.

"O centro de segundo nível será para crianças que já estão recuperadas ou aquelas que abandonam os lares e órfãs, enquanto o acolhimento de terceiro nível será para adolescentes de 15 e 16, para a preparação técnico-profissional", declarou.

A colocação de rapazes e raparigas em centros diferentes é outra das acções previstas, afirmou, acrescentando que as crianças, depois de serem retiradas das ruas, passam por um processo de re-socialização.

Segundo o responsável, o Centro da Acção Social do INAC tem uma sala de apoio psico-social para as crianças vítimas de violência, sobretudo abuso sexual, para serem acompanhadas por psicólogos, juristas, entre outros. A sensibilização das famílias sobre a importância da educação das crianças e impedir que elas façam das ruas casa é outra das tarefas da instituição, referiu.

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