Doentes angolanos em Portugal gritam socorro a JLO - Dizem estar a morrer lentamente


Sem dinheiro para renda de casa e a depender da caridade para comer, doentes alertam João Lourenço sobre eutanásia passiva a que foram atirados.

Os pacientes angolanos em Portugal que recusaram o regresso forçado ao País, no quadro de um processo de desactivação de dezenas de doentes da Junta Médica iniciado em Fevereiro, endereçaram ao Presidente de República uma carta a expor as "falácias" e "mentiras" por detrás daquilo a que chamam de "eutanásia passiva".

Em missiva datada de 23 de Junho, os pacientes explicam a João Lourenço que têm sobrevivido em terras lusas graças à "escassa ajuda das instituições portuguesas de solidariedade" e consideram "muito inflacionados" os seis a sete milhões de euros [4,6 a 5,3 mil milhões de kwanzas, ao câmbio de quarta-feira, 30], alegadamente inerentes aos valores anuais gastos pelo Estado angolano na "manutenção" de doentes em Portugal.

"Os 500 euros [mais de 380 mil kwanzas] de subsídio é uma redonda mentira", escrevem os queixosos, que sublinham que "os doentes e acompanhantes ganhavam menos de 12 euros/mês", que era, supostamente, "o que restava dos subsídios após descontos dos 40 euros de transporte".

"Só uma sindicância iria desmentir esses números demasiadamente inflamados", consideram os signatários da carta, revelando, igualmente, ao Chefe de Estado que "não é verdade que os doentes angolanos estão em Portugal apenas a fazer diálises". "Grande parte já é transplantada e faz medicação especializada (imunossupressores) e acompanhamento médico e laboratorial inexistente em Angola", relatam.

NJ

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