Dez presos morrem estranhamente dentro da cela


Pelo menos 10 detidos morreram na cela.

O caso chegou ao conhecimento do Comando Provincial de Luanda da PN, segundo o superintendente Nestor Goubel, que, entretanto, não avançou um número exacto de mortes ao Novo Jornal, admitindo apenas que alguns detidos faleceram e que iria dar uma explicação detalhada depois de contactar o Comando de Cacuaco.

Segundo familiares das vítimas, o caso remonta a 05 de Março, quando as vítimas, que, no dia hoje, 15 de Maço, ainda não foram sepultadas devido a atrasos nos exames da autópsia que os familiares das vítimas estão a exigir à corporação.

Familiares das vítimas não querem fazer os funerais sem realização das autópsias e estão a pedir a responsabilização da Polícia Nacional

Um familiar de um dos detidos, que perdeu a vida na cela, confirmou ao Novo Jornal que o episódio ocorreu no período da noite de sábado, dia 5 deste mês.

Os dez detidos que aceitaram beber o chá, minutos depois começaram a sentir-se mal e depois acabaram de falecer", conta Tomé Grosso, primo de um dos detidos que foi encontrado morto na morgue do hospital municipal de Cacuaco com sinais de espancamento e cortes nos pulsos.

Também Mateus Paulo, que é irmão de uma das vítimas mortais, contou que o seu irmão, um jovem de 18 anos, detido por suspeita de roubo de telemóvel, também foi encontrado morto em circunstâncias idênticas.

"Precisamos realizar o funeral, mas até agora, estranhamente, não dizem nada", lamenta, salientando que os seus familiares não acreditaram na informação dada PN, que passa por justificar as mortes com a ocorrência de lutas entre os detidos.

"Não morrem 10 pessoas em simultâneo numa cela de esquadra", apontou, deixando a ideia de que as mortes resultam da toma do chá que lhes foi oferecido pelos efectivos de serviço naquele dia.

O Novo Jornal continua a acompanhar este caso, e, para já, aguarda uma explicação do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, tal como prometido.

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