Crianças angolanas estudam na RDC por falta de escolas


As crianças dos 6 aos 13 anos de idade, das comunidades sem escolas no município de Maquela do Zombo, província do Uíge, percorrem mais de 4 quilómetros a pé, e atravessam a fronteira, em direcção à República Democrática do Congo, onde frequentam o ensino primário.

Segundo fonte da Angola-Online, os menores de ambos sexos, passam a fronteira pelo posto de Quimbata, de segunda a sábado, a caminhar a pé, cerca de cinco quilómetros em busca de conhecimentos nas escolas de Quimpangu, região do Baixo Congo, onde deixam ficar todo o material didáctico, para evitar carregar peso, devido à distância.

O mais velho do grupo, Francisco Diassissua, tem 13 anos e estuda a 6ª classe, e a mais nova, Tuhau Takutala, está na 1ª classe e soma apenas seis, que em conversa com a equipa de repórteres,que se deslocou em serviço à fronteira, a comunicação só fluiu na língua nacional Kikongo, Lingala (língua da RDC), porque ninguém fala português. 

“O meu pai não teve tempo de fazer a minha matrícula na escola do ensino primário de Quimbata, por isso, agora sou obrigado a andar muito a pé até à escola de Quimpangu”, disse o menino Francisco Diassissua.

Em Maquela do Zombo, o sector da Educação controla mais de três mil crianças, que atravessam a fronteira com o objectivo de estudar naquele país vizinho, e Sobre o assunto, o administrador municipal, Ntóto André Faitoma, disse que a construção de salas com material local, nas regedorias e aldeias situadas ao longo da fronteira, pode ser a solução para o problema. 

Fonte: Jornal de Angola

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