Cerca de 58% dos projectos de produção de ouro estão parados


Foram licenciados 12 projectos para produção e exportação de ouro, mas apenas 5 arrancaram. Numa altura em que foi lançada a 1º pedra para a construção de uma refinaria.

Sete dos 12 projectos licenciados para a produção e exportação de ouro em Angola não iniciaram a actividade, revelam os dados do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) divulgados no acto do lançamento da primeira pedra para a construção da primeira refinaria de ouro do País. Segundo as informações apenas cinco projectos com títulos de exploração já iniciaram a produção e exportação deste mineral, sendo que existem outras 40 licenças de prospecção.

Para o ministro de tutela, Diamantino Azevedo, o País entrou no mapa da produção industrial de ouro em 2019, e o fluxo de produção deste mineral estratégico justifica a implementação de uma refinaria de pequeno e médio porte, apesar de ainda estarmos longe da capacidade necessária para abastecer esta infra-estrutura O ministro que falava à margem da cerimónia do lançamento da refinaria, deverá entrar em funcionamento dentro de um ano, disse que o material refinado poderá ser usado internamente em vários sectores da economia angolana, com destaque para as áreas da tecnologia, joalharia, mercado financeiro, entre outros.

A refinaria terá uma capacidade de produzir 25 quilos de ouro por dia, podendo incrementar esta cifra com mais turnos de trabalho. A unidade industrial vai contar com o concurso de 30 trabalhadores e vai operar de forma autónoma, embora esteja colocada nas instalações da Geoangola.

A infra-estrutura que está a ser implantada no Pólo Industrial de Viana (PIV), é uma promoção da Endiama e da Geoangola. Em termos de custos, vai custar 4,4 milhões de euros. Diamantino Azevedo salientou que, com vista a dar cumprimento às acções do executivo, o órgão ministerial que dirige orientou a Endiama, através da Geoangola, para "encontrar mecanismos para a implementação deste importante empreendimento, que irá agregar valor ao segmento dos metais preciosos explorados no país".

Por outro lado, prosseguiu, com a implementação deste projecto, teremos criadas as reais condições para que o ouro produzido localmente seja aceite internacionalmente, podendo com este atingir o grau de pureza aceite nas diversas bolsas de valor, mercados e instituições financeiras. O projecto da refinaria divide-se em três segmentos, nomeadamente refinação, laboratório e contrastaria, prevendo-se que o início de produção aconteça em Fevereiro de 2023.

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