Carlos Rosado recomenda criação de subsídio de desemprego


É um dos principais mecanismos para minimizar a desigualdade, diz economista.

"O subsídio de desemprego é um amortecedor das desigualdades sociais”, afirmou.Sobre o tema, Carlos Rosado recomenda que seja solicitado um estudo às Universidades ao que se seguiria um amplo debate na sociedade.

Citou como exemplo Portugal, país que cobra mais de 30 por cento, sendo 11 por cento aos trabalhadores e 22 por cento às empresas, e ainda assim, na fase de suspensão da actividade das empresas devido à Covid-19, enfrentou muitas dificuldades para o Estado honrar com os compromissos da Segurança Social, por força da conhecida "lay off”, que obriga o Governo a subsidiar o desemprego temporário.Segundo Carlos Rosado de Carvalho, ainda assim, de uma coisa diz não ter dúvida: Se o país quiser operacionalizar o subsídio de desemprego, vai precisar aumentar a base contributiva, pois a actual não chega.Para sustentar as suas ideias, o economista questiona se, neste contexto de crise, as empresas/patrões e mesmo os trabalhadores, muito dos quais com salários abaixo das expectativas, terão disponibilidade financeira e até mesmo vontade para aumentar as actuais contribuições. Informalidade atrapalha

Segundo Carlos Rosado de Carvalho, o facto de dos 10 milhões de trabalhadores, segundo avançou, oito milhões estarem no sector informal da economia, onde não têm contratos de trabalho, nem descontam para a Segurança Social, é um grande factor de impedimento para o Subsídio de Desemprego.Para ele, era preciso formalizar-se mesmo a economia. Nesse sentido, aproveitou lançar o repto para que um encontro com os sindicatos profissionais seja feito pelo Governo para com estes discutirem-se este tema e outros de grande importância, como o é o da actual lei e da protecção do emprego, que considera "um ataque aos trabalhadores”.Carlos Rosado de Carvalho falava a uma audiência diversificada de profissionais e estudantes em alusão ao "Dia da Liberdade de Imprensa”, que se comemora a 3 de Maio. O evento da AJECO elegeu o tema "A Liberdade de Imprensa e o Jornalismo Económico”.

  Formalização é um desafio da economia angolana

A formalização da economia é um permanente desafio para a estratégia de desenvolvimento do país, pois é de comum acordo que Angola precisa atrair a actividade económica do sector informal para o formal, além de que não existe uma receita única para o alcance de tal desiderato, segundo afirmou o gestor Fernando Sebastião.Para ele, que se junta às várias opiniões sobre a matéria da formalização da economia, entende como princípio fundamental o que chama de os 3F, designadamente Formalização das pessoas; Formalização da propriedade e Formalização das transacções.

O gestor Fernando Sebastião entende que são vários os desafios da economia e envolvem todos os sectores da sociedade, uma vez afectar a vida como um todo.Nisso, admite, o Estado é o condutor deste processo e deve ter não apenas como rosto visível o departamento ministerial encarregue da planificação económica, mas todos os outros.

"Entendo que sem a observância das três etapas avançadas, qualquer política económica, ainda que acertada no plano teórico, tem a sua implementação prática muito mais dificultada”, afirmou.Segundo disse, na SADC, por termos algumas dificuldades em comum, é possível colherem-se vários exemplos de avanços e recuos obtidos no processo de formalização da economia. A Namíbia, exemplifica, tem menos informalidade do que Angola e pode ser um caso a ter em conta, sem que seja necessário tentar de imediato modelos europeus.

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