BM revê em baixa previsão de crescimento de África Subsariana


O BM admite que "as ligações comerciais e financeiras directas limitadas com a Europa e a Ásia Central ajudaram a conter alguns dos efeitos negativos" da guerra na Ucrânia sobre a região. Contudo, a forte desaceleração do crescimento global e a escassez de alimentos e combustíveis "estão a criar ventos contrários".

O Banco Mundial (BM) baixou em 0,4 pontos percentuais as previsões de crescimento para África Subsariana, a única região de mercados emergentes e economias em desenvolvimento onde os rendimentos per capita não voltarão aos níveis de 2019, mesmo em 2023. Após recuperação de 4,2% em 2021, o crescimento enfraqueceu este ano, uma vez que as pressões internas sobre os preços, em parte induzidas por rupturas de abastecimento devido à guerra na Ucrânia, estão a reduzir a acessibilidade aos alimentos e os rendimentos reais, justifica o BM na síntese das previsões de Junho, onde fixa o crescimento da região em 3,7%, após uma recuperação de 4,2% em 2021.

O BM admite que "as ligações comerciais e financeiras directas limitadas com a Europa e a Ásia Central ajudaram a conter alguns dos efeitos negativos" da guerra na Ucrânia sobre a região subsariana. Contudo, "a forte desaceleração do crescimento global e a escassez de alimentos e combustíveis relacionados com a guerra estão a criar ventos contrários substanciais para a região", sobretudo em países dependentes de importações de trigo da Rússia e da Ucrânia (RDC, Etiópia, Madagáscar e Tanzânia).

O aumento do preço da importação de alimentos e combustíveis poderá também inverter os progressos recentes na redução da pobreza em toda a região, especialmente em países onde as populações vulneráveis são consideráveis (RDC e Nigéria) e onde a dependência de alimentos importados é elevada (Benin, Comores, Gâmbia, Moçambique).

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