Angolanos não respeitam as mulheres, garante activista


Dezenas de angolanos marcharam ontem, em Luanda, em repúdio a violência contra as mulheres, numa altura que estimativas apontam para 170 casos registados por dia em 2016 e as zungeiras são constantemente maltratadas.

A marcha realizada no âmbito do “Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres”, organizada pelo colectivo Ondjango Feminista, sob lema "Parem de matar as Mulheres", juntou nas primeiras horas de ontem, homens e mulheres de diferentes origens e estratos sociais.  

Em declaração à Angola-Online, Kelani Mote, ou simplesmente Unekka Unekka, artista e membro do colectivo Ondjango Feminista, disse as “mais diversas situações barbaras que muitas mulheres zungueiras enfrentam no seu dia-a-dia para conseguirem o pão para as suas famílias” a motivou participar da marcha. 

“Na altura da distribuição dos flyers durante a marcha, notei uma total despreocupação por parte de alguns homens na via pública, negando-se em aceitar as mulheres como o seu semelhante. Para eles a mulher é como se fosse um extraterrestre ou ainda uma espécie frágil que precisa apanhar para orienta-se”, lamentou.  

A activista lamentou ainda o facto de muitos homens angolanos não respeitarem as mulheres, considerando “um mal que devemos combater e criar medidas justas e aceites por lei para punir e acabar com estes males”. 

A organização "Ondjando Feminista" defende que o combate à violência contra as mulheres requer a adopção de acções e estratégias coordenadas pelo Estado e dos seus órgãos, através de "leis que efectivamente protejam as mulheres em todos os espaços em que elas se encontram".

A marcha que partiu do cemitério Santa Ana e culminou no largo das Heroínas, além da violência contra a mulher zungueira, abordou-se ainda na marcha outros casos de violência como o assédio sexual, a violência conjugal, os raptos, as mortes, os espancamentos, os abusos verbais e psicológicos.

Dados da Lusa / Fotos: Ondjango Feminista

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