Angola prevê recuperar 50 mil milhões de dólares desviados do erário público em 2027


As autoridades angolanas prevêem recuperar, pelo menos 50 mil milhões de dólares, nos próximos cinco anos, no âmbito do combate à corrupção e a recuperação de activos, cujos valores foram desviados dos cofres do Estado ilicitamente.

Esta informação foi revelada hoje pela directora do Serviço Nacional de Recuperação de Activos da Procuradoria-Geral da República de Angola, Eduarda Neto, que falava na sétima edição do CaféCIPRA, que abordou o tema o "Combate à corrupção e a recuperação de activos", acrescentado que "até ao momento estão identificados no exterior do país, mais seis mil milhões de dólares que aguardam por uma decisão judicial do Estado angolano".  

A recuperação total destes activos, disse, aguardam apenas de uma decisão judicial transitados em julgado "para depois irmos ao estrangeiro requerer a execução da decisão decretada em Angola".

Esta edição do CaféCIPRA contou, também, com as intervenções do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz, directora Nacional de Recuperação de Activos, Eduarda Rodrigues, e o Inspector Geral de Administração do Estado, Sebastião Gunza.

O combate à corrupção e a recuperação de activos constituem uma das principais promessas do Executivo liderado pelo Presidente da República, João Lourenço, que iniciou um amplo debate sobre um tema, até então um tabu, e mobilizou a sociedade em geral. 

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