Angola gasta mais de USD 100 milhões em roupa de fardo
Angola tornou-se no maior consumidor de roupa usada (fardo) europeia e americana por falta de produção de têxteis no país, segundo afirmou o Director-Geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial, Adérito Van-Dúnem,

Adérito Van-Dúnem fez estas considerações durante a abertura da Primeira Mesa Redonda sobre a questão da roupa de segunda mão (fardo) em Angola, numa organização da Associação de Defesa do Consumidor (ADECOR) realizada na Casa da Juventude.

De acordo com Adérito Van-Dúnem, em princípio o fardo veio para suprir a necessidade de vestuário da população mais carenciada, beneficiando de isenções aduaneiras e que pela sua informalidade não contribuía nem para a criação de empregos nem para a arrecadação de receita fiscal para o Estado.

O Director-Geral do Instituto de Desenvolvimento Industrial  disse que hoje o seu objecto foi  desvirtuado para a prática comercial, passando a importação de roupa de segunda mão (fardo) ser uma actividade comercial e não para distribuição gratuita ou doação.

Realçou que nos últimos anos, a China entrou na concorrência do negócio de roupa usada com preços mais competitivos, o que diminuiu a importação do fardo europeu e americano.

Disse, por outro lado, que o mercado do fardo atingiu todas as classes da sociedade, mesmo pessoas mais abastadas  compram o fardo provenientes tanto da Europa, América como da China.

“Angola importa roupa nova no valor cerca de USD 170 milhões e roupa usada estimada em 65 milhões de dólares,   recursos que poderiam ser poupados, se as indústrias têxteis do país estivessem a funcionar em pleno’’, salientou.

Precisou ainda, que em função disso, o governo investiu milhões de USD na reabilitação e modernização de três unidades industriais que se encontravam paralisadas.

Trata-se da Textang II, África Têxtil e Satec, em função da estratégia de relançamento da indústria têxtil e da fileira do algodão, unidades que servirão para dinamizar a indústria têxtil em Angola e possibilitar o relançamento do consumo nacional em detrimento do importado.

Crédito de Angop

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