AIA disposta a investir 60 milhões de dólares para recuperação da FILDA


AIA está dependente de uma decisão favorável do tribunal para recuperar a destruída e abandonada instalação da Filda. Mas há outros empresários interessados na recuperação e exploração da feira.

Passados 15 anos desde que foi retirada da gestão da Filda, a Associação dos Industriais de Angola (AIA) continua à espera da resposta do recurso interposto para voltar a gerir o espaço.

O presidente da associação, José Severino, precisa ao Valor Económico que, apesar da demora na decisão do tribunal, a intenção de recuperar a gestão das instalações da Filda, situada no Cazenga, continua de pé.

“Somos um Estado de direito, estamos à espera da decisão. Somos parceiros social do Estado, estamos numa sociedade de direito, investimos cerca de 40 milhões de dólares, tornamos a Filda um ícone internacional em apoio ao Executivo”, refere.

Desde que seja encaminhado o processo a favor da AIA, José Severino antecipa um investimento de 60 milhões de dólares para a recuperação das instalações, entretanto, já garantidos. E não descarta a possibilidade de ‘ressuscitar’ a histórica montra de negócio através de parceria.

O empresário Carlos dos Santos, proprietário da CCALAS Angola, considera, por seu lado, que o Governo “perde muito dinheiro” com a inoperância da Filda. E manifesta vontade de explorar o espaço, sugerindo a abertura de um concurso ou a indicação de uma empresa especializada em organização de feiras, de modo a efectivar a recuperação da unidade.

Sem se importar com a componente investimento, Carlos dos Santos refere que o importante é a indicação de uma empresa experiente para explorar, argumentando que todo o “investimento tem um retorno”, sobretudo porque a Filda se situa num local “estratégico”.

Instalações destruídas sem destino à vista

Nada que recorde as feiras que juntou vários empresários nacionais e estrangeiros nos tempos idos se pode ver no local. Paredes que dividiam compartimentos destruídas, letreiro arrancado, cobertura, portas e portões retirados e uma vasta vegetação é o que a Filda, agora conhecida como ‘casa assombrada’, oferece a quem passa pelas imediações.

A entrada e as proximidades do pavilhão principal foram transformadas, por jovens desempregados, em recintos de lavagem de carros. Testemunhas relatam que o local passou a ser também quartel-general de delinquentes.

José Severino atira a responsabilização ao antigo gestor judicial da Expo, Matos Cardoso, pelo estado “degradante” em que se encontra o espaço, argumentando que Cardoso nunca largou a Filda, apesar da decisão do tribunal.

No entanto, o Ministério do Comércio e Indústria refere que as instalações se encontram na posse da Expo-Angola.

Por sua vez, o Ministério da Economia e Planeamento, sob o domínio do qual se encontrado o dossier, não respondeu até ao fecho desta edição.

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