Agentes da polícia que não tomaram vacina contra a covid-19 não vão entrar nas esquadras


Os efectivos do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional (PN) foram advertidos pelas suas estruturas de comando de que só poderão aceder às instalações das suas esquadras se concluírem o processo de vacinação anti-Covid-19.

Segundo o Novo Jornal, a informação foi confirmada junto de vários agentes, incluindo graduados, da Polícia Nacional integrados no Comando Provincial de Luanda, mas o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Comando Provincial da PN, inspector-chefe Nestor Goubel, garantiu que isso não corresponde a uma orientação superior e que estão em curso averiguações para apurar a veracidade destas denúncias.

A denúncia de alguns agentes e subchefes da Polícia Nacional sustenta que todos os efectivos da corporação em Luanda "só poderão ter acesso aos seus postos de serviço se apresentarem o cartão de vacina da covid-19".

Estes elementos da PN contaram ainda ao Novo Jornal que "aqueles que não possuírem o cartão de vacinação completo, serão sancionados com faltas e, após 10 dias de faltas, deve ser elaborado um processo de deserção para responderem na Polícia Judiciaria Militar (PJM)".

"Em todos os comandos municipais e distritais da Polícia Nacional o cenário é o mesmo. No município de Cacuaco, vários colegas foram advertidos pelo comandante para não aparecerem na unidade sem o cartão de vacina da Covid-19", disse uma das fontes.

Perante este cenário, o Novo Jornal contactou o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Comando Provincial da PN, inspector-chefe Nestor Goubel, apenas adiantou que a corporação teve conhecimento de que esta informação começou a circular fora das esquadras e do Comando Provincial e que decorrem esforços internos para averiguar de onde essa informação vazou.

"Nós, na Polícia Nacional, tivemos informações de que este assunto chegou às redes sociais mas isso isso não corresponde com a verdade, não é uma orientação do Comando Provincial", garante, acrescentando que a PN está a trabalhar para averiguar a veracidades desta informação.

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