Advogados de Lussaty e comparsas apresentam contestações aos juízes


O julgamento do conhecido "caso Lussaty" prossegue esta quarta-feira,17, um dia após ter ficado suspenso, a pedido dos advogados, que vão apresentar aos juízes as suas contestações sobre a acusação do Ministério Público (MP).

São 49 arguidos arrolados no processo, acusados de terem montado um esquema fraudulento na Casa Militar da Presidência da República onde processavam salários de centenas de militares falecidos e desistentes e de colocarem nas folhas de salários da Unidade de Guarda Presidencial (UGP) nomes de familiares e amigos com patentes de oficiais, mas que nunca pertenceram aos quadros.

Após terminada a fase das contestações, o tribunal irá pronunciar-se sobre a questão das substituições dos 23 advogados de vários arguidos no processo por entender que estes perturbavam o arranque do julgamento.

A Ordem dos Advogados de Angola (OAA) lamenta a atitude tomada pelo tribunal em retirar da sala de audiência os legítimos defensores dos arguidos e tê-los substituído por um advogado estagiário cujos arguidos não aceitam.

O presidente em exercício da OAA, Jair Fernandes, lamentou a postura do tribunal e realçou que o mesmo agiu de má-fé. Segundo este representante, brevemente a OAA irá pronunciar-se sobre o assunto.

O julgamento decorre no Centro de Convenções de Talatona, sob forte medidas de segurança, por falta de espaço no tribunal, dona Ana Joaquina, face ao número de arguidos e de declarantes.

O major Pedro Lussaty e outros arguidos, afectos Casa de Segurança da Presidência da República são acusados de crimes de peculato, associação criminosa, recebimento indevido de vantagens, participação económica em negócios e abuso de poder e também de fraude no transporte ou transferência de moeda para o exterior do País, comércio ilegal de moeda, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e de falsa identidade.

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