16 Anos depois da criação - Cemitério de Ndalatando fecha por falta de espaço


Único cemitério da cidade encerra por não ter mais espaço.

O principal cemitério de Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte (vulgo cemitério de Catome), será encerrado, no decurso do segundo semestre do ano em curso, por falta de espaços para novas sepulturas.

A informação é do responsável da área técnica da administração municipal do Cazengo, José Lino. Esclareceu que a medida decorre também dos esforços da administração local, visando melhorar a gestão e a organização do cemitério, marcado actualmente, por evasão de cidadãos que procedem a abertura anárquica de túmulos e realização de funerais sem a fiscalização das autoridades.

O actual cemitério foi aberto em 2005, na localidade de Catome de Cima, cerca de seis quilómetros do centro da cidade, em substituição do cemitério municipal, localizado no bairro da Kipata, construído em 1888 e encerrado há vários anos, também por falta de espaço.

Segundo José Lino, face a esta situação, a administração municipal tem já criado um novo espaço, adjacente ao actual cemitério, com vedação e a beneficiar de trabalhos de talhonamento, arruamentos e construção de infra-estruturas administrativas.

O novo cemitério, em construção desde 2017, conta com espaços devidamente separados para funerais de adultos e de crianças identificados com placas numeradas, área administrativa, casas de banho, capela, e vai ocupar uma área de 41.529 metros quadrados, correspondente a quatro hectares, com capacidade para 4.110 campas.

José Lino frisou que, além de assegurar maior dignidade aos finados, a abertura do novo espaço vai também melhorar a imagem e organização do campo santo, bem como ajudar às autoridades a terem o melhor controlo da taxa local de mortalidade.

O novo campo santo está a beneficiar de trabalhos de limpeza, nivelamento e colocação do portão principal, para melhor organização no acesso e uso do espaço.

A nova organização vai ainda implicar a estipulação de dias e horários próprios para a realização de funerais, cobranças de taxas de enterro e evitar abertura de covas pelos familiares.

As novas medidas de organização dos cemitérios vai ainda abarcar a proibição de realização de funerais em cemitérios clandestinos, assim como em locais próximos aos campos agrícolas, lavras e outros lugares não permitidos, dadas as consequências de tais acções para à imagem da cidade e os riscos à saúde pública.

O actual cemitério de Catome de Cima é o único autorizado pelas autoridades locais para a realização de funerais, apesar da existência de outros não autorizados, utilizados por alguns munícipes.

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