Jovens cada vez mais fazem sexo anal - Especialistas preocupados
Doenças sexualmente transmissíveis são algumas das consequências da prática do sexo anal nas mulheres que, de acordo, com um estudo britânico, tem vindo a aumentar entre casais heterossexuais.

Algo que em tempos remotos era apenas visto como “pecado”, “sodomia”, ou uma prática associada à homossexualidade, o sexo anal, que foi conquistando o seu espaço na televisão e nas redes sociais, é retratado não só por muitos homens, mas também por muitas mulheres, como uma prática prazerosa e está a tornar-se cada vez mais comum entre casais heterossexuais mais jovens.

De acordo com o National Survey of Sexual Attitudes and Lifestyle (NATSAL), um inquérito realizado no Reino Unido que procura analisar os comportamentos e estilos de vida sexuais, a prática de sexo anal entre os 16 e os 24 anos de idade aumentou de 12,5% para 28,5% nas últimas décadas. Já nos EUA, entre 30 a 40% dos homens e mulheres afirmam ter essa experiência.

Mas esta prática pode apresentar risco para a saúde das mulheres. Incontinência fecal, sangramento e doenças sexualmente transmissíveis estão entre os problemas que preocupam vários profissionais de saúde. É o que dizem os especialistas de um estudo britânico divulgado em agosto deste ano no British Medical Journal. De acordo com a investigação, estas lesões são mais comuns nas mulheres do que nos homens por causa da sua anatomia.

O sexo anal pode ser extremamente doloroso para as mulheres quando não é feito de forma correta. Na base, sublinha a sexóloga Vânia Beliz, deve estar um conjunto de técnicas adequadas, para além da confiança e, acima de tudo, do consentimento de ambas as partes.

“O que às vezes acontece é que muitas parceiras acabam por ceder à vontade dos seus pares, porque eles insistem muito”, explica a especialista, considerando que a questão da liberdade sexual levou a que o sexo anal, bem como o oral, passasse a ser visto como uma prática comum. “Até em consulta, as utentes dizem-me que o facto de não o fazerem é um problema”, mas a especialista adverte que “não temos todos que fazer as mesmas coisas, mas sim fazer aquilo que nos dá prazer”. 

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