CASAMOS PARA A NOSSA FELICIDADE E NÃO PARA A FELICIDADE DOS OUTROS
Sobre o autor: Osvaldo Pinga Sumbo Manuel, aspirante a psicólogo do trabalho (escrevendo monografia), gosto de observar e reflectir sobre os fenómenos sociais e concomitantemente escrever linearmente o que observo e reflicto (apaixonado pela observação, reflexão e pela escrita), leio quando posso não obstante aconselho-vos a ler sempre!

É POSSÍVEL UM CASAMENTO DURAR SEM MATURIDADE?

É POSSÍVEL UM CASAMENTO DURAR SEM MATURIDADE?

A nossa sociedade tal como outras sociedades vêem enfrentando fenómenos estranhíssimos resultante da modernidade, da globalização falo concretamente do materialismo, imediatismo, ostentação e consumismo exacerbado que furtam o lado racional das pessoas, que por sua vez tendem a influenciar ora positivamente, ora negativamente, com maior incidência aos jovens, por estes serem mais vulneráveis, em fase de formação da identidade pessoal (personalidade), de maneira a desvincularem-se dos padrões, paradigmas comportamental aceite socialmente.

Portanto mediante a ameaça desses e outros fenómenos sociais que o país está susceptível “sendo Angola não um país isolado do mundo, logo não está isento do processo de aculturação)”, cabe aos actores sociais, os fazedores de opinião pública de uma forma geral sobre tudo as instituições vocacionadas na moralização das sociedades, enfatizando a família, a igreja, a escola e outras organizações da sociedade civil orientarem os jovens na tomada de decisões, sensibilizá-los sob os riscos, perigos que estão propensos nessa faixa etária…

Desse modo procurei revirar a nossa sociedade sem romantismo, com seriedade que se impõe no que tange aos motivos que estarão na base de muitos casamentos falidos, sobre tudo na faixa etária mais jovem, para o minha surpresa, encontrei inúmeras situações em que associo aos factores acima mencionados, muitos casamentos foram e têm sido realizado na base de uma plataforma piamente desvinculado do normal, da essência do verdadeiro casamento puro e sincero, ora bem, quando falamos de casamento puro e sincero falamos de um casamento fruto do amor, companheirismo, cumplicidade, afectividade, paixão, desejo, respeito em suma o querer estar ao lado da pessoa amada.

Pois bem, o que se tem constatado em termos práticos com raras excepções, são casamentos de jovens na base de outros factores tais como a vaidade, a ilusão “só porque a outra casou também tenho que casar, a todo custo” compaixão, imposição, obrigação da família “uma vez que a mulher encontra-se grávida portanto o jovem é obrigado a casar-se, mesmo contra a sua vontade”,  monofobia (medo de ficar sozinha), pressão emocional da família e da sociedade tendo em conta o quesito idade, conveniências e outros interesses inconfessos, descabidos ao conceito padrão do casamento.

Ora vejamos, o número elevado de divórcios, de violência doméstica, de fuga a paternidade, de infidelidade, de poligamia, de prostituição e outros fenómenos decorrente na nossa sociedade podem ser entendidos e explicados até certo ponto tendo em conta essa perspectiva ou seja as circunstâncias com que muitos casamentos são realizados. Embora entenda ser errado justificar um erro com outro erro.

De acordo ao inquérito que propus-me fazer são muitos homens que não sonham e não querem casar por nada, tecnicamente esses homens sofrem de GAMOFOBIA medo do casamento, sendo um distúrbio psíquico que se traduz num medo mórbido, irracional, acredito ser contra-senso, imprudente, deselegante coagir-se um indivíduo que se encontra nessa condição ou estado a casar-se, a indagação que se impõe é, o que será desse ou aquele casamento? Do outro lado temos uma grande maioria de mulheres obcecadas com esse grande momento, não obstante poucas conhecem a essência e os desafios que encontrarão após a realização do casamento.

Julgo ser imaturidade, irresponsabilidade familiar coagir uma determinada pessoa a casar-se contra a sua própria vontade e num enfoque legal constitui crime segundo a nossa constituição no Artigo 35º retrata da (Família, casamento e filiação) nesses casos pode-se perspectivar antecipadamente fracasso conjugal, de igual modo pode-se perspectivar fracasso conjugal de um casamento resultante da vaidade, da ilusão “só para os gregos e os troianos verem”, de compaixão “pena” até porque o casamento não se compadece com compaixão, com pena.

O casamento é algo sério e deve ser encarado com seriedade que se impõe.

Sou veemente contra os casamentos resultante de decisões unilaterais, sou céptico quanto a sua longevidade, durabilidade, portanto é de todo aconselhável e aprazível que busquem a consonância, o consenso entre as partes, falo dos noivos.

O casamento/matrimónio é um enlace, vinculo que pressupõe uma relação interpessoal e para que essa relação vingue, contraponha as peripécias da vida conjugal, uma vez que as pessoas que casam-se são indubitavelmente diferentes uma das outras, com educação completamente diferenciado, com hábitos e costumes singularizados, para superar essa diferenciação é preciso o amor, a cumplicidade, a compreensão e sobre tudo a MATURIDADE do casal que servirá de suporte, portanto é preciso olharmos e analisarmos o casamento nesta perspectiva humanista, para tal deve ser encarado com responsabilidade, seriedade, maturidade e respeito.

Contudo queira eu, acreditar que o casamento sem maturidade possa sobreviver, porém a minha consciência  não permitirá tal incongruência, pois bem, para que o casamento vingue e dure, sou de opinião que a MATURIDADE do casal constitui um elemento imprescindível dentro dela temos subentendido a comprometimento, diálogo, respeito mútuo e outros quesitos não menos importantes como amor puro e sincero, fidelidade, a busca incansável a felicidade dia pós dia e que Deus seja tido e achado,  visto sobre tudo como alicerce para um casamento infindável, interminável.

Em suma, o casamento requer preparação psicológica, requer renúncia de certos comportamentos, hábitos e costumes, requer o reajustamento ao padrão comportamental de uma vida a dois, para que se encontre o ponto de equilíbrio conjugal. Entretanto o casamento não é mar de rosas, não é um mundo fantasiado como muitos cogitam, casamento é algo real e sário, feito de bons e maus momentos, em que sem maturidade não sobreviverá, contudo haja maturidade suficiente!

TEXTO: Osvaldo Pinga Sumbo Manuel

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