Bens do activista Mbanza Hamza ainda estão em posse do Tribunal de Luanda
Alguns dos activistas do conhecido caso 15+2 receberam na passada sexta-feira (29), da 14° Secção do Tribunal Provincial de Luanda, os seus bens apreendidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) a 20, 21 e 24 de Junho de 2015.

Estavam em poder do SIC e do Tribunal centenas de bens diversos como: bilhetes de identidade, diplomas, certificados universitários, pastas, mochilas, pendrives, cartões de memória, drives externas, telemóveis, modens, impressoras, calçados, máquinas fotográficas, fotografias, tabletes, computadores, livros, jornais, revistas, fascículos, dísticos, etc.

A 28 de Março do ano em curso, os bens com excepção dos computadores foram entregues pelo SIC ao Tribunal de Luanda. Depois da "libertação", os activistas negaram-se reiteradas vezes a receber os mesmos por faltarem os computadores. Neste ínterim, o SIC procedeu à devolução dos computadores, completando a lista dos bens.

O activista Nuno Álvaro Dala, escreveu uma nota na sua página do Facebook dizendo, "meus bens foram devolvidos em Abril, por força da minha greve de fome de 37 dias (cujas exigências foram cumpridas a 99%). Hoje fui ao Tribunal buscar o único dos computadores que não fora entregue". 

Ainda deixou uma observação dizendo que, "estão atentos e prevenidos para o caso de as autoridades terem grampeado os computadores e tabletes de modo a fazer vigilância das nossas vidas".

Por outro lado, Afonso Matias, também conhecido por "Mbanza Hamza", fez saber a partir da sua conta do Facebook que, até ao momento ainda não recebeu os seus bens electrónicos dos quais, dois computadores, cinco telefones, um disco duro externo, cinco pen-driveS, teclados e ratos (mouse).

"Eu (Mbanza Hamza) não tive nada dos meus bens electrónicos devolvidos. Continuam apreendidos lá mesmo no tribunal e não no SIC’’. Escreveu o activista.

De lembrar que, continua a campanha pela libertação do activista Francisco Mapanda, conhecido por ‘‘Dago Nível Intelecto’’, que até ao momento encontra-se preso.

Central Angola

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